Ciência

Descoberta de esqueleto pode trazer novos detalhes sobre erupção do Vesúvio

Descoberta de esqueleto pode trazer novos detalhes sobre erupção do Vesúvio

Vista geral do sítio arqueológico de Herculano, perto de Nápoles, com o vulcão do Monte Vesúvio ao fundo - AFP/Arquivos

Um esqueleto descoberto na antiga cidade romana de Herculano, destruída como a vizinha Pompeia pela erupção do vulcão do monte Vesúvio há 2.000 anos, pode oferecer novas informações sobre o histórico desastre, declarou nesta sexta-feira (15) um especialista italiano.



Os restos, supostamente de um homem de 40-45 anos, foram encontrados sob metros de rocha vulcânica, quase onde a linha do mar de Herculano estava antes da explosão do Vesúvio em 79 D.C.

O cadáver estava de cabeça para baixo, virado para o chão e provavelmente viu a morte à sua frente, surpreso com a lava derretida que soterrou a cidade, analisou o diretor do parque arqueológico de Herculano à agência italiana ANSA.

“Pode ter sido um socorrista”, sugeriu Francesco Sirano.

Quando o Vesúvio entrou em erupção, uma frota naval comandada pelo escritor e militar Plínio, o Velho, veio em seu socorro. Embora ele tenha morrido na costa, acredita-se que os marinheiros conseguiram evacuar centenas de sobreviventes.



O esqueleto também pode pertencer a “um dos fugitivos” tentando alcançar os barcos de resgate. “Ele pode ter sido o último azarado de um grupo que conseguiu escapar”, disse Sirano.

O esqueleto estava coberto de restos de madeira carbonizados, incluindo uma viga que poderia ter atingido sua cabeça. Seus ossos eram de um vermelho brilhante, provavelmente marcas de sangue de quando a vítima foi absorvida pela lava.

Os arqueólogos também encontraram restos de tecidos e objetos de metal, talvez objetos pessoais como uma bolsa, ferramentas de trabalho, uma arma ou moedas, especulou o diretor do parque arqueológico.

Outros restos humanos foram encontrados nas últimas décadas naquela área, incluindo um crânio que alguns atribuem a Plínio, mas esta última descoberta pode ser investigada com técnicas mais modernas.

“Hoje temos a possibilidade de entender mais”, disse Sirano.

Os pesquisadores acreditam que as temperaturas em Herculano chegaram a 500 graus, o suficiente para vaporizar os tecidos moles. Em um fenômeno ainda não bem compreendido, as temperaturas despencaram, permitindo que os restos mortais fossem mantidos em boas condições.

Menor e menos conhecida do que Pompeia, Herculano era uma cidade mais rica e com arquitetura mais requintada.


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