Economia

Desaceleração da economia chinesa gera alerta no mercado

Segundo analistas, 2018 será o pior ano ao país asiático desde 1990; retração deve impactar no crescimento em diversas áreas

Desaceleração da economia chinesa gera alerta no mercado

O constante crescimento econômico nas últimas décadas fez da China uma espécie de porto-seguro para os investimentos. Da Apple ao Starbucks, passando pela indústria automobilística e outras gigantes da tecnologia, diversas marcas confiaram no país asiático para escoar parte significativa da sua produção. Agora, uma eminente desaceleração econômica chinesa pode estar colocando partes destes investimentos em risco, publicou a CNN.

A Apple foi a primeira grande empresa a publicamente anunciar uma retração. Nesta quarta-feira (3), o CEO Tim Cook disse aos investidores que havia sido pego de surpresa pela “magnitude da desaceleração econômica” da China. Como resultado, a empresa reduziu as expectativas de vendas para o primeiro trimestre de 2019 e teve queda de quase 8% de suas ações na Bolsa de Valores.

A tendência é que outras empresas, como General Motors, Volkswagen e Starbucks, façam projeções de retração em seus relatórios de lucros que devem ser publicados nas próximas semanas.

“Este ano tem o potencial de ser um ano difícil para as marcas ocidentais”, disse Benjamin Cavender, analista do consultor China Market Research Group, em Xangai.



Para analistas, 2018 deve ser o ano mais fraco para a economia chinesa desde 1990. O freio após décadas de crescimento pode tornar os consumidores menos dispostos a comprar um novo smartphone ou trocar de carro enquanto planejam as finanças dos próximos anos.

“Marcas como a Apple vão lutar em parte porque os consumidores estão tendo que pensar mais para justificar a compra de produtos e marcas premium, disse Cavender. Ele ressalta que a China agora possui uma série de fabricantes de smartphones caseiros, como Huawei e Xiaomi. Muitos deles oferecem produtos que são competitivos com as capacidades do iPhone, mas são substancialmente mais baratos.

A rede de cafeterias Starbuck pode estar indo para o mesmo caminho. A empresa projeta na China o maior mercado depois dos Estados Unidos, porém, as vendas não estão no ritmo esperado. Parte disso é culpa de empresas locais, que oferecem opções mais em conta e se tornam mais atrativas em um período de contenção de gastos.

Mercado de carros pode cair

Desde o último ano as grandes montadoras estão alertando sobre os impactos negativos da guerra comercial entre EUA e China nas vendas. Hoje, o país asiático é o principal mercado do segmento. O aumento das taxas aos produtos norte-americanos, somada a retração da economia nacional, deve baixar ainda mais as vendas, estimam analistas.

Para Tu Le, fundador da empresa de pesquisas Sino Auto Insights, de Pequim, Ford, Volkswagen e Tesla estão entre as montadoras ocidentais mais vulneráveis ​​à desaceleração da China. A Ford tem lutado para atrair seu line-up de carros no país, enquanto a Tesla enfrenta uma enorme concorrência de veículos elétricos chineses mais baratos.

“Recuperar o ímpeto em direção ao crescimento será muito desafiador nos próximos dois anos, se a economia geral continuar fraca”, afirma.

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