Economia

Deputados espanhóis aprovam orçamentos do governo Sánchez para 2022

Deputados espanhóis aprovam orçamentos do governo Sánchez para 2022

O chefe do Governo da Espanha, Pedro Sanchez, apresentou orçamento - AFP/Arquivos

O governo espanhol obteve, nesta quinta-feira (25), o aval do Congresso dos Deputados para seus orçamentos para 2022, marcados por gastos recordes e várias medidas sociais, que buscam uma “recuperação justa” após a crise provocada pela pandemia de covid-19.



A lei de orçamentos foi aprovada por 188 votos a favor na câmara de 350 cadeiras, no fim de difíceis negociações entre o governo do socialista Pedro Sánchez, com minoria no Congresso, e vários partidos pequenos, entre eles os separatistas catalães da ERC.

No total, onze partidos políticos os apoiaram, “o que é um sinal da capacidade de diálogo do governo”, afirmou o Ministério da Fazenda em nota.

Para serem aprovados definitivamente, os orçamentos para 2022 devem obter sinal verde do Senado no prazo de um mês, mas o processo é considerado uma formalidade devido aos acordos entre o Executivo e seus sócios.

“Pelo segundo ano consecutivo, a Espanha terá em tempo e forma os orçamentos gerais do Estado”, comemorou no Twitter a vice-ministra da Economia, Nadia Calviño, para quem isso é “um sinal de estabilidade e bom governo”.



Os orçamentos preveem um nível de gasto recorde de 240 bilhões de euros (cerca de 269 bilhões de dólares), financiado em parte com 27,6 bilhões de euros (31 bilhões de dólares) do macroplano europeu de retomada econômica, do qual a Espanha é um dos principais beneficiários, com 140 bilhões de euros (157 bilhões de dólares) durante seis anos.

Compreende uma série de medidas sociais, como a reavaliação das pensões e dos salários dos funcionários públicos, que aumentarão 2% em 1º de janeiro, assim como várias medidas destinadas aos jovens.

Entre essas últimas, um cheque mensal de 250 euros (280 dólares) para ajudar pessoas de entre 18 e 35 anos de baixa renda a pagar aluguel e um cheque cultural de 400 euros (450 dólares) para que os jovens de 18 anos gastem em atividades culturais.

Essas medidas foram defendidas principalmente pelo Podemos, sócio minoritário dos socialistas no governo de coalizão, que condicionou seu apoio à adoção de normas para regular os preços dos aluguéis aos grandes proprietários em áreas onde o mercado imobiliário esteja prejudicado.

Para conquistar o apoio dos separatistas, o governo aceitou outras medidas, entre elas uma que obriga as plataformas audiovisuais a garantirem ao menos 6% de sua produção em catalão, basco o galego.


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