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Depressão, ansiedade e burnout: os novos desafios das empresas

Crédito: Istock Photos

No Ranking Mundial de Felicidade, da ONU, Brasil passou da 22ª para 41ª posição. Seus funcionários podem estar com doenças mentais e você precisa saber ajudá-los (Crédito: Istock Photos)

As mais de 4 milhões de mortes pela Covid-19 não deixam dúvidas de que o mundo está doente. Mas há outra pandemia, ainda mais antiga, que se alimentou e cresceu com a força do coronavírus: a da doença mental. De acordo com o Relatório da Felicidade Mundial, elaborado pelo Instituto de Pesquisas Gallup em parceria com a ONU, a população está mais triste e sofrendo mais do que nunca com depressão e ansiedade.

No retrato levantado, a situação do Brasil é grave e merece atenção. O País que ocupava a 22a posição no Ranking Mundial de Felicidade em 2017 caiu para o 41º lugar em 2020, com a menor média desde 2005. Um quadro crítico para uma nação que já ostenta o vergonhoso título de vice-campeã em casos de  depressão nas Américas, com 5,8% da população – perdendo somente para os Estados Unidos –, além de ter 9,3% das pessoas diagnosticadas com síndromes relacionadas à ansiedade. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).



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O problema se agravou na pandemia e entrou para a lista de assuntos de caráter estratégico das organizações. Levantamento da corretora de seguros 3SEG, realizado a partir de um recorte nas despesas dos planos de saúde (sinistralidade), indicam que os gastos feitos por executivos de média e alta gerência em terapias aumentaram 329,43% entre maio de 2020 e junho de 2021. “Este é um problema que poderá impactar seriamente as empresas daqui para frente”, afirmou o sócio da empresa, Alexandre Delgado.

O crescimento também foi observado na comparação do montante gasto com consultas de outras áreas da saúde, 102% a mais para as terapias. De acordo com a empresa, a criação de uma rede mais ampla de prestadores em saúde mental se faz necessária. “Infelizmente, os dados indicam que podemos estar vivenciando uma epidemia de burnout”, disse o executivo.

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Para a terapeuta e sócia da Leve Consultoria, Michelle Gonçalves, a estratégia de trazer quem trate da doença para a própria empresa ou para a rede de atendimento médico é de extrema relevância, mas precisa ser precedida de uma mudança de postura. “As empresas precisam assumir a responsabilidade por cuidar de ambiente, processos e relações para assegurar a saúde emocional e mental de seus colaboradores e, porque não dizer, a saúde financeira da própria organização”, afirmou.