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Depois do sufoco, os recordes voltam ao lazer

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Uma das maiores organizações hoteleiras do interior paulista, o Grupo Ferrasa viveu, desde o início da pandemia, duas realidades opostas: a maior dificuldade de seus 40 anos de história, quando perdeu R$ 90 milhões com o fechamento de seus hotéis e resorts no auge da Covid-19, e, no outro extremo, a maior taxa de ocupação nos últimos seis meses.

O empresário Diego Ferrato , 39 anos, herdeiro e CEO da companhia com sede em Olímpia (SP), afirma que 90% a 95% dos seus 1,2 mil apartamentos estão ocupados desde o avanço da vacinação no País. A média do período pré-pandemia era de 70%.

“Não fosse nosso modelo de multipropriedade, que não deixou de faturar quando os hotéis e parques foram fechados, não teríamos suportado a crise”, afirmou Ferrato, que registrou faturamento de R$ 450 milhões no ano passado, alta de 25% sobre os R$ 360 milhões de 2019, antes da pandemia. “Agora que a retomada está extremamente aquecida e os negócios voltaram a ser promissores em todos os segmentos, vamos acelerar a expansão e os investimentos.”

Esse plano de retomada, diz o empresário, inclui o lançamento, em fevereiro de 2023, de um empreendimento de 800 apartamentos, o Hot Beach You, com Valor Geral de Venda (VGV) de R$ 1 bilhão.

A unidade será uma das 127 existentes no mercado brasileiro no sistema de multipropriedade. O complexo é pilar da estratégia para alcançar faturamento de R$ 1 bilhão em 2025, e para se consolidar como um dos cinco maiores parques aquáticos da América Latina.

Em 2021, o complexo Hot Beach recebeu, mesmo com alguns meses de restrição de funcionamento, 700 mil visitantes, número que deverá superar 1 milhão em 2022. “Agora vamos desengavetar nos planos de crescimento, com a construção de um centro de convenções em Olímpia e a busca por novos locais para construção de parques, com foco principalmente no Nordeste”, afirmou. Se a pandemia não agravar.

(Nota publicada na edição 1256 da Revista Dinheiro)