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Depois da Apple, grifes de luxo temem queda de consumo na China

Entidades da Suíça afirmam retração nas vendas de relógios em novembro de 2018 e redução de pedidos para primeiro trimestre deste ano

Depois da Apple, grifes de luxo temem queda de consumo na China

A China detém um terço das vendas globais de produtos de alta classe, com US$ 7 bilhões ao ano

A queda das vendas da Apple na China pode ser apenas o começo. Grifes de luxo, como Louis Vuitton, Gucci e Burberry, temem que suas linhas possam ser as próximas afetadas pela redução do consumo no país asiático.

Dados do primeiro semestre de 2018 apontaram que os gastos dos chineses com produtos de luxo continuavam fortes, publicou a CNN. Porém, os relatórios com os números dos últimos meses ainda não foram divulgados, criando uma onda de tensão entre os investidores. A lógica é simples: se o público não está disposto a pagar mais caro por um smartphone, ele também não terá condições de esbanjar em um produto de luxo.

E os primeiros sinais já estão aparecendo. A Federação da Indústria de Relógios Suíços afirmou que as vendas caíram em novembro. Já nesta quinta-feira (3), o Instituto Suíço de Economia disse que produtores de relógio do país reduziram significativamente as expectativas de encomendas para o primeiro trimestre de 2019.

“A questão não é se há uma desaceleração [das vendas de luxo na China], mas a magnitude disso”, disse Flavio Cereda, analista do banco de investimento Jefferies.

A China detém um terço das vendas globais de produtos de alta linha, de acordo com um relatório da consultoria Bain e da italiana Altagamma, com gasto superior a US$ 7 bilhões ao ano. Antes das últimas noticias que indicam a desaceleração da economia chinesa, se esperava que o país correspondesse com metade das vendas de produtos de luxo no mundo até 2025.