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De Disney a Facebook: XP lança carteira com 10 BDRs para você investir

Crédito: Reprodução/Disney

Desde a última quinta-feira (22), todos os investidores brasileiros podem investir em empresas com BDR negociados na B3. (Crédito: Reprodução/Disney)

Desde a última quinta-feira (22), todos os investidores brasileiros podem investir em empresas com BDR negociados na B3.

Os BDR, sigla para Brazilian Depositary Receipts, são recibos de ações negociadas em bolsas estrangeiras que funcionam como representantes dessas ações na bolsa brasileira.

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) derrubou a regra que restringia apenas a investidores com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras. Isso significa que, a partir de agora, qualquer brasileiro poderá se tornar sócio de empresas como Apple, Facebook, Google e Amazon.

Mas por onde começar? Em quais BDR investir? Afinal, são 670 BDR acessíveis ao investidor brasileiro hoje, mais do que as 330 ações brasileiras na B3.

As corretoras já estão se preparando para assessorar os investidores nesse sentido, e a XP Investimentos emitiu a sua primeira carteira recomendada de BDR, com seus 10 papéis preferidos. Confira a lista da XP:

Facebook (FBOK34)

Segundo os analistas da XP, as apostas de crescimento da empresa estão no chamado varejo social, com a área de compras (shops) do Facebook e do Instagram, além dos meios de pagamento, com o WhatsApp Pay e o Facebook Pay.

Além disso, a base de anunciantes da empresa é bem forte: são mais de 9 milhões de clientes ativos, com 180 milhões de negócios utilizando suas ferramentas todos os meses.


Johnson & Johnson (JNJB34)

A companhia tem suas receitas divididas em três segmentos: farmacêutico (52%), equipamentos médicos (31%) e bens de consumo, como produtos de higiene e cuidado pessoal (17%).

Apostas de crescimento: pesquisa, desenvolvimento e distribuição de novos medicamentos (exemplo: vacina para Covid-19 e tratamento de mielomas), retomada da demanda por equipamentos cirúrgicos em 2021 e potenciais aquisições de novas patentes e de companhias farmacêuticas menores.


Amazon (AMZO34)

Apesar de ser uma das maiores varejistas do mundo, a empresa de Jeff Bezos não tem nas vendas online sua maior fonte de lucro. Hoje, as compras nos sites do grupo representam 50% do faturamento e apenas 12% do lucro dela.

É no seu serviço de computação em nuvem, conhecido como AWS (Amazon Web Services) que está a maior parte do lucro da Amazon, com faturamento de US$ 40 bilhões por ano.

Apostas de crescimento: Tecnologia aeroespacial / Logística para terceiros / Carros autônomos (Zoox).


Microsoft (MSFT34)

Líder absoluta no mercado global de sistemas operacionais, com o Windows instalado em 3/4 dos computadores pessoais do planeta, os analistas apontam como fatores para o crescimento da Microsoft os campos de Trabalho remoto (com o pacote Office 365), computação em nuvem (Azure), games em nuvem (Xbox) e redes sociais, por conta da possível aquisição da TikTok.

Hoje, o faturamento da empresa é dividido em 3 segmentos, cada um representando aproximadamente um terço do negócio total: computação pessoal, que inclui o Windows e o Xbox; produtividade e processos, com o pacote Office 365, SharePoint, Skype e LinkedIn; e nuvem, que inclui o Azure, SQL e Windows Server.

 

Alphabet (Google) (GOGL34)

O Google possui 86% do mercado global de ferramentas de pesquisa, 3/4 do mercado de compartilhamento de vídeos, por meio do YouTube, e seu sistema operacional Android está presente em 3,4 dos aparelhos móveis do planeta.

Quanto ao faturamento, 85% das receitas vem dos anúncios direcionados em suas plataformas, enquanto outros 14% são compostos pelos serviços (Google Play) e nuvem (Google Cloud). Há ainda 1% advindo dos negócios em estágio inicial, mas com potencial revolucionário (Moonshots).

Apostas de crescimento: Inteligência Artificial / Direção Autônoma (Waymo) / Saúde (Calico & Verily Life).


Disney (DISB34)

A Disney atua nos segmentos de TV por assinatura (35% das receitas), parques de diversão e hotéis (37%), estúdio e entretenimento (15%) e venda de produtos com a marca Disney (13%).

Segundo a XP, apesar de os parques estarem com as operações reduzidas atualmente, em razão da pandemia de covid-19, a companhia continua bem posicionada estruturalmente e com vantagens competitivas de longo prazo intactas.

Os analistas destacam ainda a capacidade de inovação da Disney, que recentemente lançou o Disney+, seu serviço de streaming, por um preço mais competitivo que o da Netflix. Eles lembram que o Disney+ superou até as mais otimistas expectativas, pois quase 30% do mercado alvo existente nos EUA já assina o serviço, e 37% assina o Hulu, também da Disney.

Apostas de crescimento: Plataforma de streaming (Disney+).

Activision Blizzard (ATVI34)

A desenvolvedora, produtora e distribuidora de games tem seu faturamento dividido em três segmentos, em proporções similares: Activision, criadora de games e organizadora de campeonatos de eSports, com mais de 130 milhões de jogadores mensais e responsável pelo sucesso Call of Duty; Blizzard, outra desenvolvedora, desta vez responsável pelo sucesso World of Warcraft e por plataformas de jogos on-line, com 30 milhões de jogadores mensais; e King, segmento para dispositivos móveis, com mais de 250 milhões de jogadores mensais nas plataformas Android, iOS e Facebook.

Apostas de crescimento: Jogos grátis (com compras dentro do jogo) / Jogos para dispositivos móveis.

Berkshire Hathaway (BERK34)

A holding do megainvestidor Warren Buffett detém o controle e participações minoritárias em empresas de diversos segmentos, de joalherias a fabricantes de refrigerantes. Mas aproximadamente 80% das suas receitas são provenientes do ramo de seguros (principalmente da GEICO) e os 20% restantes advêm de transporte ferroviário e geração de energia.

Segundo a XP, os principais fatores que atraem os investidores para a companhia são o compromisso de Buffett com transparência e governança, o histórico de sucesso dos investimentos em empresas sólidas, como Coca-Cola, American Express, Gilette e Apple, além do alinhamento de interesses entre a administração e os acionistas.

Nike (NIKE34)

A Nike tem 96% das suas receitas advindas das vendas de calçados (Nike e Converse) e roupas, com 60% das vendas acontecendo fora da América do Norte. Hoje, apenas 23% da produção da companhia ocorre na China, com 49% acontecendo no Vietnã, o que protege parcialmente a companhia das tensões comerciais entre EUA e China, diz a XP.

Para os analistas, a empresa está bem posicionada frente aos competidores, com uma marca forte e uma estratégia disruptiva de vendas digitais. O canal direto de vendas on-line (Nike.com) cresce 35% ao ano. “O objetivo é que este canal seja responsável por 50% das receitas até 2023, crescendo dos atuais 31%, que impulsionará as margens”, diz o relatório.

Alibaba (BABA34)

Conhecida com a Amazon chinesa, a gigante transaciona US$ 1 trilhão em produtos nas suas plataformas por ano, sendo 95% do volume local na China. Tem 750 milhões de clientes anuais e, segundo a XP, está bem posicionada para capturar um mercado cada vez mais acostumado a consumir produtos on-line.

O faturamento da companhia tem crescimento em ritmo acelerado de aproximadamente 30% ao ano. O varejo compõe 90% das receitas, mas a empresa também busca expandir o seu segmento de computação na nuvem, que já representa 9% das receitas e cresce cerca de 60% ao ano.

 

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