Negócios

Dando match na pandemia

Solução que ajuda a gerar renda para autônomos, plataforma Helpie cresce 30% ao mês e chega à marca de 40 mil prestadores de serviços em 400 especialidades.

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"Nossos diferenciais são a tecnologia aplicada e o aval do Sebrae, que entrega profissionais capacitados” Leandro Götz, CEO da Helpie. (Crédito: Divulgação)

Com mais de 110 mil mortes pelo coronavírus, 14% de todos os óbitos causados pela Covid-19 em todo o planeta, o Brasil entra no quinto mês da pandemia com um governo que ainda não decidiu se prioriza a saúde ou a economia — ou nenhum dos dois. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), divulgada pelo IBGE na terça-feira (18), a população desempregada chegou a 12,9 milhões de pessoas no País e a taxa de desocupação ficou em 13,7% na quarta semana de julho, alta significativa em relação à primeira semana de maio, quando o índice foi de 10,5%. Caminhando na contramão desses números, a startup Helpie, que liga profissionais autônomos a potenciais clientes, registrou crescimento de 47% no número de prestadores de serviço no mês de julho.

A plataforma digital nasceu em 2014, quando quatro amigos, à época sócios de uma empresa de tecnologia do mercado corporativo viram uma oportunidade de negócio quando buscavam por um azuleijista. “Ao precisar de um serviço, encontramos dificuldade em resolver tudo por um único meio. Daí surgiu a ideia de um lugar que ofereça tudo”, afirmou o CEO da empresa, Leandro Götz. Seis anos depois, a startup conta com uma equipe de 30 funcionários e 40 mil prestadores de serviço cadastrados. Eles oferecem mais de 400 especialidades. É possível encontrar desde os “helpers” mais úteis no dia a dia, como encanadores, professores e babás, até profissionais de ramos inusitados, como aquarista, piloto de drone, mágico e neto de aluguel.

Com um ritmo de crescimento de quase 30% ao mês, a empresa planeja chegar a 2021 com faturamento de R$ 22 milhões. Mais relevante que o número em si é o quanto a Helpie gera de oportunidades. Para Götz, a solução substitui o amador pelo profissional. “É uma plataforma que permite ao pequeno empreendedor se tornar empresário”, disse. Além, é claro, de garantir o match perfeito entre quem procura e quem oferece serviços.

No final de 2019, a Helpie firmou parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e ganhou destaque entre a concorrência. “Nossos diferenciais são a tecnologia aplicada e o aval do Sebrae, que entrega profissionais capacitados”, disse o CEO da Helpie à DINHEIRO.

Os serviços estão disponíveis em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, mas podem ser utilizados em outras cidades caso exista demanda e oferta. Depois da parceria com o Sebrae, a ideia é expandir a atuação para Belo Horizonte, Brasília e Salvador ainda este ano.

NOTAS Totalmente digital e com tecnologia de geolocalização, o serviço funciona por meio de dois aplicativos gratuitos. Um exclusivo para o prestador de serviço e outro para o usuário final. No primeiro caso, além do cadastro, é realizado um treinamento on-line com um questionamento final. A seleção do profissional é baseada nessas notas, nos certificados que possui com o Sebrae e na avaliação por parte dos clientes que já utilizaram seus serviços. Para os usuários o processo é mais fácil, através do preenchimento de um cadastro e a disponibilização das informações referentes ao serviço solicitado, como horário, local e especificação da atividade.

Empreendedor/empresário Plataforma profissionaliza prestadores de serviços. (Crédito:Divulgação)

A plataforma cria uma inversão no processo de escolha. Nela, o prestador de serviço é quem escolhe o cliente. Através dos pedidos de serviços, a startup cria uma lista de profissionais baseada em critérios de avaliação, de localização e de capacitação. O pedido aparece aos profissionais da lista e são eles que escolhem se querem ou não aquele serviço. “O mote do profissional é: ele trabalha onde quer, quando quer, pra quem quer, e na sua especialidade”, afirmou Götz. O processo de pagamento também é realizado pela Helpie através de uma conta digital. Após a realização do serviço, a empresa fica com uma porcentagem que varia de 12% a 15%.

A startup também sofreu com o início da pandemia. Em março, os pedidos de serviços gerais caíram 65%. A queda permaneceu no mês seguinte, com redução de outros 33%. Em contrapartida, a partir de maio todos os índices voltaram a subir. Em julho foi registrado aumento de 27% nos pedidos gerais e de 38% nos pedidos virtuais. A crise costuma empurrar para o empreendedorismo e para o serviço autônomo quem sai do mercado de trabalho. Segundo o Sebrae, o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) aumentou de 8 milhões de cadastros em julho de 2019 para 10 milhões no mesmo mês de 2020, alta de 25%. A Helpie busca continuar parte desse universo ao consumidor final. “Ficando muito em casa, as pessoas abriram as portas para resolver as pendências, e não só serviços básicos, os serviços virtuais, como aulas, também cresceram muito”, afirmou.

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