Czarnobay AAC Nº 2: a arte de elaborar um corte de uvas e de safras

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Produzido pela Bodega Czarnobay em Encruzilhada do Sul (RS), o vinho conquistou a medalha Grand Gold no Wines of Brazil Awards e custa em média R$ 114 (Crédito: Divulgação)

Foi há mais de 40 anos que Antônio Agostinho Czarnobay transformou sua paixão e em profissão. Formado em enologia, ele passou três décadas trabalhando na indústria vitivinícola antes de realizar o sonho de cultivar vinhedos e elaborar vinhos únicos, com produção limitada. Escolheu o terroir de Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste, a 160 km de Porto Alegre e com altitudes de 400 a 500 metros acima do nível do mar, para plantar seis hectares de uvas de variedades brancas (Chardonnay, Sauvignon Blanc e Viognier) e tintas (Ancelotta, Merlot, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon).

As quatro tintas são precisamente as que ele combina no rótulo que leva as inicias de seu nome, AAC, e que tem como característica ser também um corte de safras. O Nº 2, com produção de apenas 1 mil garrafas numeradas, leva porcentagens de uvas colhidas em 2011, 2012, 2013 e 2015, além de 30% da mescla usada em seu predecessor, o Nº 1. “A ideia é fazer um vinho de corte o mais harmônico possível. Sempre vamos guardar um pouco desse vinho para ter uma raiz infinita”, afirmou Mario Lucas Ieggli, que também é enólogo, além de consultor e genro de Antônio Agostinho Czarnobay. Segundo Ieggli, a experiência de combinar castas distintas, colhidas em diferentes anos, e a elas acrescentar uma dosagem do corte anterior manterá para sempre o DNA do primeiro AAC. E quem prova o vinho concorda que vale a pena preservar essa raiz infinitamente.



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Plantadas em solos arenosos, originários de rochas graníticas, com baixa retenção de umidade e onde há mais de 1500 horas de insolação entre setembro e março, as uvas têm alta concentração de açúcares, compostos aromáticos, taninos e antocianinas que dão boa coloração aos tintos. Com 12,6% de álcool e 14 meses de estágio em barricas de carvalho francês, o rótulo conquistou a medalha Grand Gold no concurso Wines of Brazil Awards 2020.

De cor rubi intenso, traz aromas de frutas vermelhas maduras e em calda, com notas de tostado, tabaco, café e chocolate. Intenso no paladar, tem bom volume de boca e persistência. Um vinho que irá evoluir pelos próximos dez anos e que entrega bem mais que o preço pelo qual é vendido no mercado: R$ 114,00 no site www.vinhosevinhos.com.

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Sobre o autor

Celso Masson, 53, é jornalista, diretor de núcleo da Editora Três, winemaker e palestrante de vinhos. Nos últimos dez anos, vem estudando e acompanhando a produção, os negócios e os prazeres do mundo da enologia. Se formou winemaker após integrar um exigente programa oferecido pela Escola do Vinho Miolo. Já tem três rótulos produzidos em parceria com a inovadora vinícola brasileira.


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