Economia

CVM proíbe fundos de investir em moedas virtuais

Xerife do mercado não considera a Bitcoin e outras criptomoedas como ativos financeiros

Crédito: Ana Paula Paiva/Valor

Nem pensar: Marcelo Barbosa, da CVM, adotou uma medida preventiva sobre as moedas virtuais nos fundos (Crédito: Ana Paula Paiva/Valor )

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou um ofício, na sexta-feira 12, proibindo os fundos de investimento de adquirir moedas digitais, como o Bitcoin. A xerife do mercado de capitais toma uma medida preventiva, em razão das consultas tanto para a compra como para a formação de fundos específicos. A CVM argumenta que ainda há muitas dúvidas sobre a natureza jurídica e econômica das criptomoedas e que há riscos sobre segurança, custódia e até sobre a legalidade para aquisição dessas moedas.

A decisão da autarquisa presidida por Marcelo Barbosa segue o parecer desenvolvido pela área técnica, que, há algumas semanas, informou que as criptomoedas não podem ser consideradas ativos financeiros. A CVM não regula as moedas virtuais, mas é a xerife dos fundos de investimento. A proibição da CVM acontece num momento de euforia pela aquisição de criptomoedas. No Brasil, as corretoras informaram que mais de 1 milhão de pessoas negociam Bitcoin e outras moedas virtuais. Para se ter uma ideia, há menos de 620 mil CPFs cadastrados para realizar operações na bolsa.