Cultura da inovação exige confiança e coragem para fazer acontecer

Cultura da inovação exige confiança e coragem para fazer acontecer

Ter a mente disponível para o novo propicia progressos ímpares nos negócios

Estabelecer relações de confiança e coragem entre líderes e colaboradores é uma exigência para que a cultura da inovação possa fazer acontecer nas companhias. A liberdade com responsabilidade para arriscar-se favorece o surgimento de ideias brilhantes, produtos e serviços de vanguarda e até o desbravar dos mercados. A história bem-sucedida de grandes organizações nos mostra isso.

Mas como incentivar o protagonismo para resultados expressivos? Parte dos colaboradores tem medo de errar e perder o emprego. Há espaço à diversidade, só que atualmente as interações em grupo são por mensagens e reuniões objetivas no ambiente digital, diminuindo percepções subliminares de quando se está no mesmo espaço físico. Ansiedade, imediatismo e exigências de perfeccionismo da sociedade da exibição adoecem as pessoas.

A missão é mais árdua quando gestores contribuem para o cenário de incerteza e desconforto. Especialmente com postura de comando e controle, em vez de transmitirem segurança e fazer bem a conexão com cada colaborador.

No best-seller A coragem de ser imperfeito, a professora e pesquisadora da Universidade de Houston, Brené Brown, reforça o quão importante é vivermos por inteiro, criando vínculos e lidando bem com a imperfeição – o estado do que está inacabado, incompleto e inconcluso. Ter a mente disponível para o novo propicia progressos ímpares nos negócios. A escritora aborda a vulnerabilidade como permissão para experiências enriquecedoras. Para identificar e absorver críticas construtivas e crescer com elas. Para agir e reagir com sabedoria, ser autêntico e trazer à tona as melhores qualidades. A omissão não leva ninguém muito longe.



Assim, tentativas, lapsos, acertos e aprimoramentos são parte da evolução. Certos profissionais levarão mais tempo e outros menos no observar, captar, aprender, internalizar, testar, criar, inovar e alcançar a vitória. Haverá aqueles com mais competência, inteligência emocional, resiliência e habilidade para adaptar-se e destacar-se.

Minhas seis recomendações para a cultura da inovação:

1 – Propósito e comprometimento claros da companhia com o experienciar;

2 – Lideranças com acesso à densidade de talentos, como mentores promovendo parcerias com os colaboradores, abertura para o novo e limites de tolerância aos erros;

3 – Definição e disseminação de conceitos, entregas de subsídios e checagens da compreensão, atitudes e competências esperadas dos colaboradores;

4 – Estímulo ao estudo, à pesquisa e ao desenvolvimento, introdução de tendências, interações com maior pluralidade e incremento da tecnologia;

5 – Reavaliações temporais de estratégias, processos e fórmulas que prezam pela otimização de recursos e feedbacks honestos, constantes e não-violentos;

6 – Avaliações de performance e consequências, mitigação de variáveis e efeitos colaterais, correção de rotas até a inovação radical (não existente) ou incremental (melhoria de algo existente).

Cabe lembrar: internet, avião e luz elétrica não existiam tempos atrás. Vacinas como as da Covid-19 não precisaram de 10 anos para virem à tona. Houve quem ousou e promoveu a revolução!

As novas gerações precisam e querem propósito, desafios, agilidade e ser parte criativa em movimentos de empreendedorismo. Elas procuram por lideranças inspiradoras para ir além do trivial. Por si, os negócios, a sociedade e um mundo melhor!

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Sobre o autor

Heverton Peixoto é CEO-Presidente da Wiz. Graduado em Engenharia Civil, com MBA em Corporate Finance no Insead, foi consultor da Mckinsey & Company de 2008 a 2013 em projetos estratégicos no mercado bancário e de seguros da América Latina.


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