RIAD (Reuters) – O atacante português Cristiano Ronaldo disse que seu “trabalho está feito” na Europa e que está ansioso por novos desafios dentro e fora dos campos, depois de ser apresentado como novo jogador do clube saudita Al Nassr, nesta terça-feira.

Cristiano, que estava sem contrato e livre para negociar com outros clubes após sua amarga saída do Manchester United em novembro, se juntou ao Al Nassr na semana passada com um contrato de dois anos e meio, estimado pela imprensa em mais de 200 milhões de euros.

Ele foi recebido por um mar amarelo e azul no estádio do Al Nassr, o Mrsool Park, onde milhares de torcedores compareceram para acompanhar sua apresentação.

Os torcedores reunidos entoaram seu nome em voz alta enquanto ele caminhava pelo estádio de 25.000 lugares assinando bolas de futebol e atirando-as para as arquibancadas, antes de sua família se juntar a ele.

Ronaldo chega à Arábia Saudita com uma vasta coleção de títulos em clubes depois de uma brilhante passagem pelo gigante espanhol Real Madrid entre 2009 e 2018, onde conquistou dois títulos espanhois, duas Copas da Espanha, quatro títulos da Liga dos Campeões e três Mundiais de Clubes.

“Estou muito orgulhoso de tomar esta grande decisão na minha vida. Na Europa, meu trabalho está feito”, disse Ronaldo em entrevista coletiva. “Ganhei tudo, joguei nos clubes mais importantes da Europa e agora é um novo desafio na Ásia.”

Ronaldo acrescentou que tinha vários pretendentes em potencial de todo o mundo após sua saída do United, inclusive do Brasil, mas que optou por assinar com o Al Nassr porque a mudança lhe deu a chance de causar impacto fora do campo.

“Posso dizer agora, tive muitas propostas na Europa, Brasil, Austrália e Estados Unidos. Mesmo em Portugal, muitos clubes tentaram me contratar, mas dei minha palavra a este clube, para desenvolver não só o futebol, mas também as outras partes deste país”.

O jogador de 37 anos rebateu as críticas sobre sua transferência para a Arábia Saudita dizendo: “Sou um jogador único, para mim é normal”.

(Reportagem de Aadi Nair, em Bengaluru)

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