Economia

Cresce organização de trabalhadores insatisfeitos com apps de delivery

Crédito: Newton Menezes

Entregadores de aplicativos como o iFood e Rappi se espalham pelas grandes cidades (Crédito: Newton Menezes)

Um movimento de trabalhadores do setor de entregas por meio de aplicativos vem chamando atenção nas últimas semanas. Lutando por melhores condições de trabalho e pagamento, esse movimento marca presença em protestos contra o presidente Jair Bolsonaro e está ganhando força em Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.

Eles estão planejando uma grande greve no próximo dia 1° e o objetivo é interromper os serviços de entrega das três principais empresas de entrega por aplicativo: Ifood, Rappi e Uber Eats.

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Os trabalhadores reivindicam um aumento no pagamento das corridas e da taxa mínima das entregas, seguro de vida, cobertura contra roubos e acidentes, além de um voucher para compra de equipamentos de proteção individual.

“Queremos mostrar que as empresas dependem de nós, trabalhadores. Vamos provar para eles que sem nós eles não ganham dinheiro, que não somos apenas números”, disse o motoboy Paulo Lima, de 31 anos, a BBC.

Mesmo com o aumento demanda pelo serviço em função da pandemia do coronavírus e do isolamento social, os trabalhadores relatam uma queda de remuneração nos últimos mese. Segundo os entregadores, as empresas não são transparentes sobre as tarifas nem informam sobre eventuais mudanças no serviço.

Um dos motoboys alega que o contrato de serviço diz que o entregador vai ganhar R$ 1,50 por quilômetro rodado, mas no momento de fazer as contas o repasse foi inferior a R$ 1, sem qualquer tipo de explicação por parte das empresas.

As empresas negam que estejam descumprindo o estabelecido nos repasses dos valores.

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