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Crédito imobiliário: confira os juros cobrados pelos principais bancos do país

Crédito: Pixabay

O movimento antecipa à reunião na próxima semana do Copom, do Banco Central, que deve elevar a taxa básica de juros (Crédito: Pixabay)

Enquanto a Caixa Econômica Federal anuncia redução nos juros do financiamento imobiliário, mesmo com a Selic (a taxa básica de juros) em alta, grandes bancos privados estão aumentando suas taxas em cerca de 1 ponto porcentual nas linhas de crédito tradicionais.



É um movimento que se antecipa à reunião na próxima semana do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), que deve elevar a taxa básica de juros em pelo menos 1 ponto, levando a Selic para 6,25% ao ano. A alta do custo dos financiamentos não surpreende empresários e especialistas do setor.

“É óbvio que cada vez que aumenta a taxa não é bom para ninguém, mas historicamente estamos trabalhando com juros baixos, se compararmos com tudo que aconteceu no passado”, afirma José Romeu Ferraz Neto, vice-presidente imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP).

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De toda forma, a alta dos juros funciona como um obstáculo maior, principalmente aos mais pobres, à compra da casa própria. A cada 1 ponto porcentual de alta na taxa há encarecimento de 8% no valor da prestação e também um acréscimo de 8% na renda exigida para aprovação do financiamento.

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A seguir, confira os aumentos de cada banco:

Santander

Quem puxou a fila dos aumentos foi o Santander, que subiu, no último dia 4, o juros do crédito imobiliário de 7,99% ao ano, mais variação da Taxa Referencial (TR), para 8,99%, segundo a instituição.

Bradesco

Na sequência veio o Bradesco, que desde segunda-feira (13) tem taxas que variam entre 8,50% e 8,90% ao ano mais TR, dependendo do perfil do cliente. No crédito imobiliário com juros ligados à poupança, o Bradesco manteve o índice em 2,99% ao ano. 

Itaú Unibanco

Desde quarta-feira (15), o Itaú cobra 8,30% ao ano mais variação da TR nos financiamentos tradicionais, ante os juros de 7,30% ao ano vigentes anteriormente. No crédito imobiliário com juros ligados à poupança, o Itaú reduziu a taxa de 3,45% para 2,99% ao ano.

BB

O Banco do Brasil também aumentou suas taxas este mês: em agosto, o crédito tradicional era de 6,55% ao ano mais TR, agora está partem de 6,85% ao ano mais TR.

Caixa

Na linha tradicional, a Caixa manteve os juros do crédito inalterados: ainda em 7% ao ano mais TR. Já o crédito imobiliário contará com taxas a partir de 2,95% ao ano, somadas à remuneração da poupança, o que representa uma queda de 0,4 ponto percentual. A partir de 4 de outubro será possível realizar as simulações com as novas condições da linha de Crédito Imobiliário Poupança Caixa, pelo aplicativo Habitação Caixa ou no site.