Economia

Crédito consignado: veja 8 dicas para não ser engolido pelos empréstimos

Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Apesar dos juros baixos, o empréstimo consignado pode ser um problema gigantesco para o trabalhador que não se organizar financeiramente (Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Sufocados pela grave crise gerada pela covid-19, boa parte dos trabalhadores estão passando por problemas financeiros. E essa situação é ainda pior para aqueles que, antes da pandemia, contraíram crédito consignado e não estão dando conta de equilibrar o orçamento doméstico com o desconto na folha de pagamento.

A alternativa para quem está nessa situação é tentar negociar o problema da melhor forma possível, aliviando ao máximo os impactos que a retirada direta dessa parcela na folha acaba gerando.

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Para quem acabou demitido ou teve seu contrato de trabalho suspenso, a situação tende a ser ainda mais preocupante. No entanto, na última terça-feira (14) o governo federal publicou a Lei 14.020, que regulamenta a suspensão do contrato e da jornada de trabalho durante a pandemia. Com isso, os trabalhadores poderão renegociar seus empréstimos consignados, financiamentos e cartão de crédito que são descontados da folha.

A parte boa é que em casos de redução da jornada de trabalho e do salário as prestações dos empréstimos também podem reduzir conforme a defasagem salarial.

“Para quem quer tomar o crédito consignado, antes mesmo de assinar o contrato com a instituição financeira, é importante fazer uma boa reflexão e analisar se este valor, que será descontado diretamente no salário ou benefício, não fará falta para os compromissos essenciais mensais”, disse por nota o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN), Reinaldo Domingos.

Dicas para não ser engolido pelo consignado

Separamos algumas dicas para quem não quer comprometer a saúde das finanças com o crédito consignado. Quem comenta esses pontos é o presidente da ABEFIN.

– É importante conhecer a sua real situação financeira antes de tomar qualquer linha de crédito. Por isso, faça um diagnóstico financeiro e mapeie todo centavo gasto no seu orçamento durante o mês, registrando também as dívidas existentes;

– Não permita que o consignado e os problemas financeiros derrubem seu desempenho profissional, já que será mais complicado pagar as contas sem nenhum salário;

– Antes de buscar o consignado é preciso ter consciência de que o custo de vida deverá ser reduzido em até 30% do ganho mensal, uma vez que a prestação do empréstimo vai reduzir a sua folha de pagamento;

– Cuidado com a destinação desse empréstimo. Muitas vezes ele é usado para pagar dívidas de cheque especial, cartão de crédito ou pendências financeiras. Com isso, trocar um credor por outro, sem identificar qual o problema, vai servir apenas para alimentar um imenso ciclo de endividamento;

– A utilização do crédito consignado deve ser bem utilizada e pontual, com um objetivo relevante. No mais, ele jamais deve fazer parte da rotina de um assalariado ou aposentado;

– Se você é aposentado e está pensando em tomar empréstimos à terceiros, fuja dessa armadilha.

– Agora, se você está em um emprego e fez a opção do consignado, mas passa por dificuldades, o caminho é encontrar taxas de juros mais baixas. A orientação aqui é falar com a área de Recursos Humanos da empresa e negociar;

– Fique de olho nos juros que serão cobrados! Mesmo com taxas baixas, esses valores podem representar uma parte considerável do valor total emprestado e você vai acabar pagando muito mais do que pode.

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