Dinheiro em Ação

Credit Suisse pode comprar 35% da Modalmais

Crédito: Fabrice Coffrini

O banco Credit Suisse acertou a compra de até 35% do Modalmais. Com o negócio, o banco digital brasileiro foi avaliado em cerca de R$ 5 bilhões. A aquisição será finalizada após o Credit exercer opções de ações que são detidas pelo controlador, Diniz Ferreira Baptista, e pelos sócios, Cristiano Ayres e Eduardo Centola. Criado pelo Banco Modal para ser a sua plataforma digital em 2015, o Modalmais tem 970 mil clientes e R$ 10 bilhões de ativos sob custódia. O movimento segue os passos da compra de participação da XP Investimentos pelo Itaú Unibanco, em 2017. O mercado também espera uma aquisição a ser feita pelo BTG Pactual, que anunciou, na segunda-feira (22), que vai levantar R$ 2,55 bilhões em follow-on de ações. Os recursos poderiam ser usados para comprar uma grande plataforma, como a da Guide Investimentos, que está à venda por seus controladores chineses da Fosun. Outra possibilidade seria avançar sobre o Banco Inter, que teve grande alta de ações após o anúncio do BTG, ou com a compra de diversas plataformas menores.

FREIO NO WHATSAPP
Banco Central suspende atuação financeira do WhatsApp

O Banco Central (BC) pediu a suspensão do serviço de pagamentos do WhatsApp. O aplicativo de mensagens havia anunciado que iniciaria seu projeto de pagamentos no País. Participam do programa a credenciadora Cielo, os emissores de cartões Banco do Brasil, Nubank e Sicredi, e as bandeiras Mastercard e Visa. O BC disse que transações realizadas fora da alçada do órgão regulador gerariam danos ao Sistema de Pagamentos Brasileiro. Já o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pediu medida cautelar para suspender as transações. Segundo o órgão, a Cielo possui elevada participação no mercado de credenciamento de captura de transações, o que, somado à base de usuários do WhatsApp no País (130 milhões) daria à operação enorme vantagem sobre os concorrentes.

INVESTIMENTOS
Tecnologia bancária avança no Brasil

Os orçamentos dos bancos brasileiros para tecnologia cresceram 58% em 2019, para R$ 24,6 bilhões.

A alta interrompe um período de dois anos de estabilidade, segundo pesquisa da Febraban e da Deloitte. O aumento foi puxado pela ampliação de 48% em investimentos, que chegaram a R$ 8,6 bilhões, em 2019. Com isso, representaram 35% do orçamento, frente a 29% do ano anterior. As despesas também cresceram, de R$ 14 bilhões para R$ 16 bilhões. Parte da maior preocupação tecnológica tem relação com a aceleração das transações feitas por dispositivos móveis.

CAPTAÇÃO
NDB busca US$ 1,5 bilhão

Marco Ankosqui

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) captou US$ 1,5 bilhão com a emissão de títulos de dívida com prazo de três anos no mercado internacional. A instituição, conhecida como o banco dos Brics, será presidida pelo brasileiro Marcos Troyjo. A oferta de títulos acabou sendo absorvida em 56% por investidores da Ásia, seguidos pelos da Europa, Oriente Médio e África (29%) e Américas (15%). Os papéis trazem taxa de retorno de 0,66% ao ano e foram os primeiros em dólar dentro do programa de ações para o enfrentamento do novo coronavírus.

EXECUTIVOS
Daharem assumirá o J.P. Morgan

O banco J.P. Morgan escolheu Daniel Daharem como presidente da sua operação no Brasil. Ele será o substituto de José Berenguer, que anunciou sua saída para assumir o Banco XP, assim que cumprir quarentena por mudança de instituição. Com 20 anos de atuação no banco americano, Daharem foi diretor de emissão de ações na América Latina e atualmente cumpria a mesma funcão em Hong Kong. Em sua volta ao Brasil, vai se reportar ao presidente para a América Latina e Canadá, Martin Marron.

RECEBÍVEIS
Bem Brasil lança primeiro CRA de 2020

A Bem Brasil, empresa de batatas congeladas, foi responsável pela primeira oferta pública de CRA (certificados de recebíveis de agronegócios) de 2020. A operação, coordenada pela XP Investimentos e com securitização da Ecoagro, busca R$ 200 milhões. As reservas de compras serão encerradas na segunda-feira 29 e a precificação ocorre no dia seguinte. O objetivo é financiar a compra de batatas in natura diretamente de produtores rurais. A taxa de retorno é prefixada em 5,25% ao ano ou IPCA mais 3,5%, o que for maior no dia do fechamento da operação.

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