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Covid-19: Vacina “boa, barata e eficaz” pode mudar as regras da vacinação a nível mundial

Crédito: Reprodução/Divulgação

Cerca de 72% das doses de vacina foram administradas em países de médio e alto rendimento e apenas 1% em países de baixo rendimento. (Crédito: Reprodução/Divulgação)

Há uma vacina contra a Covid-19 disponível por uma fração do custo por dose quando comparado com as mais conhecidas versões da Pfizer, Moderna ou Johnson & Johnson, só para citar as mais conhecidas. Dois anos de pandemia ‘custaram’ mais de 314 milhões de infeções e mais de 5,5 milhões de mortes em todo o mundo – sendo que aproximadamente 60% da população mundial recebeu pelo menos uma dose da vacina. Mas diversos especialistas têm apontado um problema gritante – o acesso global e generalizado às vacinas a nível mundial.

A Covid-19 provou que os vírus não precisam de passaportes, o que acentuou a inequidade mundial – cerca de 72% das doses de vacina foram administradas em países de médio e alto rendimento e apenas 1% em países de baixo rendimento. No entanto, o ‘jogo’ pode mudar com a nova vacina Corbevax, a chamada ‘BBE’ – “boa, barata, eficaz”.



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Todas as vacinas contra a Covid-19 ensinam o sistema imunológico a reconhecer o vírus e a preparar o corpo a montar um ataque. No entanto, a Corbevax é uma vacina de subunidade proteica, que utiliza um pedaço inofensivo da proteína spike do coronavírus numa levedura (um organismo de uma célula só), que depois a replica e apresenta ao sistema imunitário.

Ao contrário das três vacinas aprovadas nos EUA – as vacinas de mRNA da Pfizer e Moderna e a vacina de vetor viral da Johnson & Johnson – que fornecem ao corpo instruções sobre como produzir a proteína spike, a corbevax entrega a proteína spike diretamente ao corpo. Como as restantes vacinas mRNA, a corbevax também requer duas doses.

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A corbevax foi desenvolvida por Peter Hotez e Maria Elena Bottazzi, codiretores do Texas Children’s Hospital Center for Vaccine Development no Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, que aproveitaram o conhecimento desenvolvido durante o surto de SARS em 2003. Na época, os pesquisadores criaram um tipo semelhante de vacina, ao inserir a informação genética de uma porção da proteína do vírus SARS em levedura para produzir grandes quantidades da proteína. Depois de isolar a proteína spike do vírus da levedura e adicionar um adjuvante, que ajuda a desencadear uma resposta imune, a vacina está pronta.

Felizmente, a primeira epidemia de SARS foi de curta duração e não houve necessidade da vacina – isto até ao SARS-CoV-2, em 2019. Foi necessário atualizar a informação, ‘tirar a poeira’ da vacina e atualizar a proteína spike para igualar a dos SARS-CoV-2, o que permitiu criar a vacina corbevax.

Um grande ensaio clínico nos EUA descobriu que a vacina é segura, bem tolerada e mais de 90% eficaz na prevenção de infeções sintomáticas. A vacina recebeu autorização de uso de emergência na Índia, e outros países em desenvolvimento devem seguir.

As vantagens da corbevax sobre as restantes vacinas de mRNA começam na sua produção: pode ser prontamente produzidas usando tecnologia de DNA recombinante bem estabelecia, que é relativamente barata e bastante fácil de produzir– a tecnologia recombinante existe há 40 anos.

Esta nova vacina pode ser produzida em escala muito maior porque já existem instalações de fabricação apropriadas mas o fator chave para o acesso global é o fato de a corbevax poder ser armazenada num refrigerador comum – ou seja, é possível produzir milhões de doses rapidamente e distribuí-las com relativa facilidade. A corbevax foi, aliás, desenvolvida tendo em mente o acesso global à vacina, procurando ser uma vacina de baixo custo, fácil de produzir e de transportar.

Os pesquisadores responsáveis não estavam preocupados com propriedade intelectual ou benefício financeiro. A vacina foi produzida sem financiamento público significativo, ou seja, os 6,17 milhões de euros necessários para o desenvolvimento da vacina foram fornecidos por filantropos.

A corbevax está atualmente licenciada sem patente para a Biological E. Limited, a maior fabricante de vacinas da Índia, que planeia fabricar pelo menos 100 milhões de doses por mês a partir de fevereiro de 2022, o que vai permitir que os países de baixo e médio rendimento podem produzir e distribuir localmente essa vacina.



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