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Covid-19: Número real de mortes no mundo pode ser entre 2 a 4 vezes superior ao oficial

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Quando a Johns Hopkins calculou 3,5 milhões de mortes no mundo, o ‘The Economist’ estimou que o número real se situava entre sete e 13 milhões. (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Quantas pessoas já morreram de Covid-19 no mundo? Ninguém sabe ao certo. Mas há um consenso de que o número real de mortes é muito mais elevado do que o oficial.



Segundo o jornal, ‘The Economist’, o número real a nível mundial é entre duas a quatro vezes superior ao estimado pela instituição que estabelece o padrão nesta estatística, a Universidade Johns Hopkins, que utiliza, acima de tudo, dados oficiais dos governos.

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Assim, quando a Johns Hopkins calculou 3,5 milhões de mortes no mundo, o ‘The Economist’ estimou que o número real se situava entre sete e 13 milhões.

Para chegar a esse número, o jornal calculou o excesso de mortes, ou seja, o número adicional de mortes que ocorreram durante o período Covid-19, em comparação com o que é habitual. É, contudo, uma medição imperfeita, até porque em muitos países em desenvolvimento não existem estatísticas fiáveis sobre mortes, nem antes nem durante a pandemia, pelo que não se pode fazer qualquer comparação.

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Talvez o exemplo mais impressionante desta diferença de números seja a Rússia. O Serviço Federal de Estatística do país anunciou que no ano passado 162.429 pessoas tinham morrido de Covid-19, quando o número oficial dado pelas autoridades sanitárias era de apenas 57.555, um aumento de 182%.

Outro exemplo é o México. Em março o país publicou os seus números revistos de mortes devido à pandemia de abril de 2020 a 14 de fevereiro. O resultado: o número de óbitos aumentou 46%: de 201.429 para 294.287.

As discrepâncias atingem proporções esmagadoras quando se analisa os gigantes asiáticos – China e Índia – e certos países africanos. Na Índia, segundo a Johns Hopkins, já morreram 389.302 pessoas. No entanto, vários relatos nos meios de comunicação internacionais indicam que o governo indiano, que tem negado consistentemente a gravidade da pandemia, tem minimizado o número de mortes.

Um estudo estatístico do especialista, Christopher Leffler, da Virginia Commonwealth University, citado pelo ‘The Economist’, sugere que o número real pode ser cinco a seis vezes superior, ou seja, mais 2,4 a 2,8 milhões de pessoas. O governo indiano, contudo,  chamou a estes dados “extrapolações, sem qualquer relevância epidemiológica”.

A questão é ainda mais complicada pelo fato de que, embora nem todas as mortes de Covid-19 sejam contabilizadas, olhar apenas para o excesso de mortes pode ser enganador.

Isto porque o coronavírus colapsou os sistemas de saúde dos países, o que, por sua vez, teve consequências negativas na detecção e tratamento de outras doenças. Assim, segundo a revista médica britânica BMJ, em 2020 registaram-se 458 mil mortes acima do normal nos EUA, enquanto que as estatísticas oficiais apenas reportaram 345 mil mortes por Covid-19.

Mas será que isso significa que o número real de vítimas foi 113 mil, ou 32,7%, mais elevado do que o número oficial? Não necessariamente. Embora um número considerável destas mortes tenha sido de fato causado pela Covid-19, é provável que outras tenham sido devidas a doenças que não foram tratadas a tempo, explica o jornal.

Desta forma, o número de mortos por Covid-19 continua a ser um mistério e vai ser para sempre. Nunca saberemos quantas pessoas morreram devido ao vírus. A única coisa que é clara é que os números reais são muito superiores aos oficiais, segundo o ‘The Economist’.


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