Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, onde estão as maiores hidrelétricas do país, devem atingir 26,1% de sua capacidade até o fim de dezembro, versus projeção anterior de 19,8% para o final de novembro, apontou o boletim semanal do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta sexta-feira.

A elevação do indicador é um sinal positivo, depois que os reservatórios de hidrelétricas passaram pela maior seca em mais de 90 anos no Brasil neste ano, demandando uma série de ações do governo para garantir o suprimento de energia, com a conexão de térmicas mais caras e importação de eletricidade.

“Os reservatórios continuam em recuperação nos Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e Sul”, disse o ONS, citando o caso do reservatório da Usina de Furnas, que em outubro registrava 18,27% e, em novembro, chegou a 21,33%.

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O reservatório da G. B. Munhoz também apresentou melhora, disse o operador, saindo de 55,25%, em outubro deste ano, para 65,78% neste mês.

O boletim para o mês de dezembro apontou ainda melhora nos reservatórios dos subsistemas Nordeste e Norte, enquanto o Sul apresentou recuo.

Os reservatórios do Sul chegarão ao fim do mês com 49,9% de sua capacidade. A estimativa é de que os reservatórios localizados na região Nordeste terminem o mês com 47,5%; seguido pelo Norte, com 40,6% de sua capacidade.

A recuperação dos reservatórios deverá ocorrer com chuvas no Sudeste/Centro-Oeste estimadas em 99% da média histórica em dezembro, após novembro e outubro registrarem boas precipitações.

No Nordeste, o ONS apontou volumes em 86% da média histórica em dezembro.

Para o Sul, a projeção é de 55% da média histórica, enquanto no Norte é 215% da média para o mês que vem.

Já no que diz respeito à carga de energia, o ONS vê queda de 0,5% no Brasil em dezembro, devido a uma expectativa de ocorrência de temperaturas inferiores às ocorridas no mesmo mês do ano anterior, principalmente nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul. A região Sudeste/Centro-Oeste apresenta queda de 1,6% na projeção.

 

(Por Marta Nogueira)

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