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Correção: Petróleo fecha sem direção única, monitorando Líbia e oferta

Na nota enviada anteriormente, havia uma incorreção no título e na cotação do petróleo Brent, que fechou em alta. Veja abaixo a versão corrigida:

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta segunda-feira, 10, sem direção única, eliminando os ganhos do início do dia, à medida que os investidores continuaram a pesar uma onda de sinais de oferta do óleo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em outubro fechou em queda de 0,31%, para US$ 67,54 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para novembro subiu 0,70%, para US$ 77,37.

“No momento, os eventos de oferta ainda estão impulsionando os preços do petróleo”, de acordo com o analista Tamas Varga, da corretora PVM Oil Associates. “Investidores de petróleo não perderam ainda mais a fé devido às iminentes sanções iranianas”, acrescentou. As penalidades americanas contra a indústria petrolífera do Irã devem entrar em vigor em novembro, mas o país já registrou um declínio nas exportações, o que restringiu o mercado de petróleo. A estatal National Iranian Oil espera, provisoriamente, que os embarques do óleo caiam para cerca de 1,5 milhão de barris por dia neste mês, ante 2,3 milhões de barris em junho.

Outra empresa estatal de petróleo esteve no foco nesta segunda-feira. A sede da líbia National Oil Company (NOC) foi invadida em Trípoli, em um aparente ataque terrorista. A notícia fez com que os preços do petróleo subissem, mas a alta foi amenizada depois que a companhia afirmou que sua produção não foi interrompida. A menor oferta da Líbia também tem sido um fator de alta para o petróleo em 2018.

No entanto, analistas se debatem sobre se uma queda sazonal na demanda dos EUA e as tensões comerciais podem reduzir o consumo de produtos energéticos, aumentando a incerteza do mercado. Para o analista-chefe de commodities do SEB Markets, Bjarne Schieldrop, as preocupações quanto a uma guerra comercial total e quanto às turbulências em mercados emergentes devem diminuir nos próximos meses. Fonte: Dow Jones Newswires.

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