Finanças

Correção: Juros curtos sobem e longos caem, com ajustes na percepção sobre Selic

A nota enviada anteriormente continha um incorreção. A mediana das estimativas para o varejo restrito era de +0,50%, e não +0,05%, como havia sido informado. Segue texto corrigido.

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta terça-feira, 13, em alta nos contratos curtos e em queda nos vértices longos e intermediários, refletindo ajustes de posição à percepção para a política monetária no Brasil. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,460%, de 6,449% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 passou 7,28% para 7,29%.

A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,23% para 8,19%. A taxa do DI para janeiro de 2023 recuou de 9,18% para 9,10%.

Ao contrário da semana passada, desde a segunda-feira, o mercado vem corrigindo a percepção sobre a possibilidade de a Selic continuar em queda após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana, porque o Banco Central deve dar preferência ao esforço de mantê-la baixa por longo tempo.

Um eventual novo corte da Selic em maio vinha sendo objeto de debate nas mesas após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro e declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. “O movimento da curva como um todo parece ser o mercado considerando a ideia da Selic ficar baixa por um prazo de tempo mais longo do que era esperado”, disse o economista da Saga Capital William Michon Jr.

As taxas começaram o dia em alta, com a abertura dos negócios coincidindo com a divulgação da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), que trouxe as vendas do varejo restrito acima da mediana das estimativas. As vendas avançaram 0,9%, ante mediana das previsões de +0,50%.

Posteriormente, o avanço foi suavizado pelo dado da inflação ao consumidor nos Estados Unidos (0,2%) em linha com o previsto, ou até abaixo no caso da comparação anual (2,2%), cuja expectativa era de 2,3%. E, ainda pela manhã, as taxas longas começaram a cair com força, na medida em que a inflação nos Estados Unidos também produzia efeito benigno no câmbio.

À tarde, no entanto, o dólar passou a subir ante o real, mas esta virada não contaminou os negócios na renda fixa. Também não houve agenda relevante, tampouco o noticiário serviu para alterar a rota das taxas na etapa vespertina.

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