Economia

Correção: Anbima: emissões de empresas crescem 32% até setembro

A matéria publicada anteriormente tinha uma incorreção no texto. José Eduardo Laloni é diretor da Anbima, e não vice-presidente, como constou. Segue o texto corrigido.

O volume de emissão realizado pelas empresas brasileiras de janeiro a setembro deste ano soma R$ 176,3 bilhões, um aumento de 32% em relação ao visto no mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 10, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Esse é o maior volume desde 2013, conforme destaca a entidade.

Do total emitido no período analisado, R$ 63,123 bilhões vieram das emissões de renda fixa externa e R$ 86,292 bilhões referem-se ao mercado de renda fixa doméstico. Por fim, de janeiro a setembro, as emissões de ações alcançam R$ 86,292 bilhões. Em outubro já houve outras duas ofertas, de Eneva e Rumo Logística.

Segundo o diretor da Anbima, José Eduardo Laloni, as emissões de debêntures e de ações são até aqui os responsáveis pelo crescimento dos números, com pessoas físicas e investidores institucionais, que estão buscando alternativas de alocação diante do cenário de queda de juros.

Sobre as debêntures, Laloni destaca que os prazos acima de sete anos estão avançando, muito por conta das emissões de debêntures de infraestrutura. “O mercado de infraestrutura está muito ativo, grande parte para setor energético e de rodovias. A gente sabe que é uma necessidade grande do País de infraestrutura.”

Um dado positivo, ao se analisar as emissões de debêntures, é que as emissões estão indo, de fato, a mercado, com investidores institucionais subscrevendo esses papéis. “Esperamos que isso continue. Isso significa que o mercado está funcionando”, disse. De janeiro a setembro, os investidores institucionais subscreveram 65,7% do total.

Uma pauta da Anbima, diz o executivo da entidade, está trazer mais agilidade ao processo dos fundos de infraestrutura. Segundo ele, a despeito de algumas questões que ainda precisam ser ajustadas, o pipeline para a emissão de debêntures de infraestrutura está robusta até o fim deste ano.

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