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Coronavírus não dá trégua e mundo supera 750.000 mortes

Crédito: AFP

Um profissional da saúde realiza um teste de detecção de COVID-19 em Revere Beach, Massachusetts, Estados Unidos, 11 de agosto de 2020 - AFP (Crédito: AFP)

O mundo superou nesta quinta-feira 750.000 mortes provocadas pelo novo coronavírus, com um forte avanço na América Latina, que tem cinco países na lista das nações com mais casos de COVID-19, enquanto aumentam as medidas de todo tipo para tentar frear a pandemia.

Com mais de 20,6 milhões de casos desde o surgimento em dezembro na China, a COVID-19 atravessou uma nova barreira ao alcançar 750.003 mortes nesta quinta-feira às 12H10 GMT (9H10 de Brasília), segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais.

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América Latina e Caribe permanecem como a região com o maior número de contágios (5.822.258) e mortes (228.572).

Cinco países latino-americanos estão entre os 10 mais afetados do planeta: Brasil (2º, com 3.164.785 casos e 104.201 mortos), Peru (7º, 498.555 casos e 21.713 óbitos), México (8º, com 498.380 contágios e 54.666 vítimas fatais), Colômbia (9º, 422.519 casos e 13.837 mortos) e Chile (10º, 378.168 infecções e 10.205 óbitos).

Estados Unidos lideram a lista com 166.038 mortos e 5.197.748 casos.

Os números globais não param de aumentar e o mundo se movimenta de acordo com as flutuações da pandemia, que avança, retrocede e retorna a locais de onde havia desaparecido, sem permitir o relaxamento das autoridades.

A Itália, por exemplo, proibiu a entrada de pessoas procedentes da Colômbia por temer novos contágios.

Além disso, as pessoas que desejam entrar na Itália procedentes da Espanha, Croácia, Grécia e Malta devem fazer obrigatoriamente o teste de coronavírus.

Na Espanha, país da Europa Ocidental com mais contágios (quase 330.000), os moradores da região da Galícia não podem mais fumar nas ruas e áreas abertas de bares se não observam o distanciamento de segurança.

A decisão, inédita até agora no país e aparentemente na Europa, é parte de um conjunto de medidas que várias regiões espanholas adotam ante um retorno de casos COVID-19.

– Confinamento prolongado em Auckland? –

Da Grécia veio nesta quinta-feira a preocupante notícia de um primeiro caso do novo coronavírus em um dos campos de migrantes superlotados.

A pessoa infectada com o novo coronavírus é um iemenita de 35 anos que está no campo de Vial, na ilha de Chios. Ele foi colocado em quarentena no hospital local. Trinta pessoas estão sendo submetidas a testes, informou o ministério da Migração.

Do outro lado do mundo, a Nova Zelândia era um dos poucos países países que parecia ter superado o vírus, com 102 dias sem casos de transmissão local até terça-feira, quando um foco detectado em Auckland provocou o confinamento da maior cidade da nação.

O diretor geral de Saúde, Ashley Bloomfield, anunciou que 13 novos casos foram registrados, todos vinculados às quatro pessoas da mesma família que apresentaram resultados positivos para o coronavírus na terça-feira. Agora a Nova Zelândia planeja prolongar o confinamento de três dias em vigor atualmente.

– Argentina e México produzirão vacina –

Na América Latina, o presidente do Peru, Martín Vizcarra, anunciou o retorno do toque de recolher dominical e a proibição de reuniões sociais ou familiares, que se tornaram o maior foco de contágio desde o início de uma flexibilização do confinamento há seis semanas.

“Temos que recuar um passo nas medidas que estávamos liberando. A partir de domingo retorna a imobilização obrigatória a nível nacional”, anunciou Vizcarra na quarta-feira, quando o Peru registrou o recorde de 8.875 novos contágios.

Com 653 falecimentos por milhão de habitantes, o Peru (32,9 milhões de habitantes) é o país latino-americano mais atingido pela pandemia em números proporcionais

Para contrabalançar um pouco as notícias ruins na região, Argentina e México anunciaram que serão responsáveis pela produção e distribuição de uma futura vacina contra a COVID-19 na América Latina.

Argentina e México produzirão milhões de doses para a região, exceto o Brasil – que tem um acordo separado -, da futura vacina desenvolvida pela aliança da Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca, que devem estar disponíveis no primeiro semestre de 2021.

– Frangos brasileiros na China –

O novo coronavírus se propaga de múltiplas formas e aparece nos locais mais surpreendentes.

As autoridades chinesas anunciaram nesta quinta-feira que detectaram o coronavírus em um controle de rotina de frango importado do Brasil, o maior produtor mundial, e pela segunda vez em camarões procedentes do Equador.

O vírus estava presente em mostras coletadas na terça-feira de asas de frango congeladas brasileiras, informou em um comunicado a prefeitura de Shenzhen (sul), perto de Hong Kong.

Na província de Anhui (leste) a prefeitura da cidade de Wuhu anunciou que detectou a presença do coronavírus em embalagens de camarões procedentes do Equador. Os pacotes estavam conservados no congelador de um restaurante da cidade

A economia mundial acumula notícias ruins. A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou uma redução na estimativa da demanda mundial de petróleo para 2020 e 2021 devido à persistente fragilidade do setor do transporte, especialmente aéreo.

A demanda de petróleo cairá a 91,9 milhões de barris diários (mbd) em 2020, o que significa 140.000 barris diários a menos do que a previsão anterior.

burs-mar/mb/fp/cc

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