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Coreia do Norte não respeitou sanções sobre importações de petróleo (especialistas ONU)

Coreia do Norte não respeitou sanções sobre importações de petróleo (especialistas ONU)

A Coreia do Norte importou ilicitamente muito mais produtos de petróleo refinado no ano passado do que o permitido pelas sanções da ONU, concluiu um relatório - KCNA VIA KNS/AFP

A Coreia do Norte importou em 2020 muito mais petróleo refinado do que o limite estipulado nas sanções da ONU, de acordo com um relatório de especialista consultado pela AFP.

Pyongyang tem permissão para importar 500 mil barris por ano, mas entre janeiro e setembro do ano passado o regime norte-coreano, isolado internacionalmente, comprou petróleo e derivados no exterior em quantidades que ultrapassaram “várias vezes” esses limites, de acordo com o relatório enviado ao Conselho de Segurança da ONU.

Com base em “imagens e números”, os especialistas afirmam que 121 carregamentos de derivados de petróleo, como gasolina e outros combustíveis, foram entregues à Coreia do Norte por navios de um Estado-membro que não é citado.

Essas entregas presumem que Pyongyang está violando um embargo internacional que visa paralisar o desenvolvimento de armas, reduzindo a receita necessária para manter a economia.

Apesar das sanções, que incluem limites à importação de petróleo, mas também às compras de carvão, pescado e produtos têxteis, o país continua a desenvolver seu arsenal nuclear e balístico, segundo especialistas.

As negociações sobre a questão nuclear entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos estão paralisadas desde o fracasso retumbante da segunda cúpula entre o líder norte-coreano Kim Jong Un e o ex-presidente americano Donald Trump em 2019.

A Coreia do Norte estaria disposta a fazer certas concessões no campo nuclear em troca da flexibilização das sanções.

O grupo de especialistas da ONU também indicou que a Coreia do Norte continuou a produzir material físsil, essencial para armas nucleares, e que “roubou” mais de 300 milhões de dólares em criptomoedas graças a ataques cibernéticos, para financiar seus programas nucleares proibidos.

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