Economia

Construção e games ficam mais caros; roupa e passeio, mais baratos na pandemia

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Há um ano, pouco mais de 50% dos cerca de 400 itens acompanhados pelo levantamento estavam em alta; hoje esse número já está em 63% (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Um ano depois da pandemia da covid-19 chegar ao Brasil, os preços de alguns produtos e serviços dispararam. De acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplos), a inflação oficial do País em 12 meses avançou para 5,2% em fevereiro, a maior variação desde janeiro de 2017.

Segundo a CNN, que cita cálculos da corretora Genial Investimentos, há um ano, pouco mais de 50% dos cerca de 400 itens acompanhados pelo levantamento estavam em alta; hoje esse número já está em 63%.

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E o consumidor está sentido o impacto no bolso. Alimentos e combustíveis, que estão ligados a produtos vendidos do mercado internacional e sofreram o efeito do câmbio, estão entre as maiores altas deste ano.



Para se ter uma ideia, só em fevereiro, a gasolina subiu 7%. Os alimentos, em um ano de pandemia, registram alta de quase 20% nas prateleiras, com alguns, como o arroz e óleo de soja, tendo subido mais de 70%.

Os materiais de construção também viram os preços dispararem nos últimos meses, reflexo do aumento na demanda com o auxílio emergencial no ano passado. Já os eletroeletrônicos também tiveram alta, impulsionados pelo dólar mais caro e pelo tempo maior das pessoas em casa.

Segundo o IPCA, os computadores ficaram 21% mais caros, os videogames subiram 19% e o preço da televisão avançou 17%.

Tijolo (29%), hidráulica (24%), pisos (19%), cimento (16%) e telhas (15%) são outros itens que inundam a lista das 20 maiores altas da pandemia, já desconsiderados os alimentos.

Por outro lado, com mais pessoas em casa, alguns produtos e serviços apresentaram redução de preços no período. Entre eles estão as passagens aéreas e as viagens por aplicativo, com queda de 26% e 15% nos preços em um ano, respectivamente.

Além disso, as roupas estão custando, em média, 0,4% menos do que em fevereiro do ano passado. Hotéis (-10%), cinemas (-2%), cabeleireiros (-0,4%) e casas noturnas (-0,4%) são outros serviços que, sem clientes, se viram obrigados a recorrer às promoções.

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