Economia

Congresso dos EUA tem agenda cheia antes das festas

Congresso dos EUA tem agenda cheia antes das festas

Uma árvore de Natal em frente ao Congresso em Washington em 21 de novembro de 2021 - AFP

Financiar o Exército, evitar um default e a paralisia do governo: os congressistas dos Estados Unidos voltaram nesta segunda-feira (29) a Washington após um fim de semana prolongado com uma agenda cheia que promete grandes batalhas no Capitólio.



O Legislativo tem até a sexta-feira para acordar um novo orçamento se quiser evitar a paralisia dos serviços federais, conhecida como “shutdown”.

Se os parlamentares não chegarem a um acordo antes desta data, o financiamento do Estado federal será cortado abruptamente.

Isto significa que tanto ministérios quanto parques nacionais, alguns museus e vários organismos serão afetados e colocarão seus funcionários em um estado conhecido como “desemprego técnico”.

Os congressistas poderão votar no meio da semana uma lei temporária para adiar este prazo até o debate sobre o orçamento de 2022, de forma a não arruinar as festas de fim de ano de muitos americanos.

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– Pressão política –

Paralelamente, outra missão crucial ocupará novamente os legisladores: eles devem elevar ou anular até 15 de dezembro o teto do endividamento dos Estados Unidos se quiserem evitar o primeiro default soberano da maior potência mundial.

Os Estados Unidos, assim como todas ou quase todas as grandes economias, cobrem seus déficits em créditos há décadas. O país elevou ou suspendeu várias vezes este teto, também conhecido como “teto da dívida”.

Durante a presidência de Barack Obama (2009-20017), os republicanos começaram a usar esta instância para fazer pressão política.

Neste caso, recusam suspender o limite de endividamento. Seria, segundo eles, como dar um cheque em branco a Joe Biden.

A oposição quer que sejam os democratas, que têm uma apertada maioria no Senado e controlam a Câmara de Representantes, a resolver o problema, através de uma manobra parlamentar complexa que lhes permite aprovar o aumento ou a suspensão do endividamento por si sós.

Os democratas recusam-se por enquanto a se engajar neste mecanismo, mas o tempo urge pois, além destes temas, os legisladores devem chegar a um acordo sobre um orçamento específico da defesa.

Uma vez resolvidos estes temas, o Senado poderia abordar o gigantesco projeto de gasto social e ambiental de Joe Biden, de 1,75 trilhão de dólares, que compreende em particular universalizar as creches para a primeira infância e melhorar a cobertura da saúde.

Biden, cuja popularidade está em queda, espera receber este presente a tempo para as festas de fim de ano.


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