Economia

Confiança dos industriais cresce em julho com melhora de expectativas econômicas

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) teve alta de 0,5 ponto em julho, atingindo 57,4 pontos, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esse é o segundo aumento consecutivo do indicador, após uma sequência de queda na confiança desde fevereiro deste ano. Nos últimos meses, o Icei acumula alta de 0,9 ponto. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima de 50 pontos indicam empresários confiantes.

A avaliação da CNI é que o otimismo dos industriais aumentou porque as expectativas em relação ao desempenho da economia e das empresas nos próximos seis meses melhoraram. O índice que mede expectativas subiu de 61,7 pontos em junho para 62,1 pontos em julho. As expectativas com relação à economia brasileira, especificamente, cresceram quase um ponto, de 58,7 pontos em junho para 59,6 pontos em julho. Para o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, essa melhora pode estar ligada às perspectivas de aprovação da reforma da Previdência. “O levantamento cobriu os primeiros dez dias de julho, quando a reforma estava sendo encaminhada para votação com perspectivas bastante positivas de aprovação”, afirma.

Apesar do otimismo, a percepção dos empresários industriais sobre a situação atual dos negócios e da economia piorou. O indicador de condições atuais caiu de 47,6 pontos em junho para 47 pontos em julho e continua abaixo da linha dos 50 pontos, o que indica falta de confiança.

A pesquisa revela que, em julho, a confiança dos empresários das pequenas empresas diminuiu 0,4 ponto em relação a junho. Já a confiança dos empresários das grandes e médias empresas aumentou na mesma comparação.

Para Castelo Branco, a confiança é importante porque aponta a predisposição dos empresários para tomar riscos e tocar projetos de investimentos, de aumento de produção e contratação de funcionários. “Um empresário confiante no desempenho da empresa e da economia está disposto a levar à frente seus projetos. Com baixa confiança, ele se torna uma pessoa mais conservadora, mais temerosa do futuro e, portanto, reduz os investimentos”, explica o economista em nota divulgada pela CNI.

A pesquisa da CNI foi feita entre os dias 1º e 11 de julho, com 2.391 empresas.