Economia

Confiança da construção cai em novembro após 6 meses de alta, diz FGV

Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

Após seis meses de alta contínua, a confiança dos empresários da construção recuou, refletindo uma piora das expectativas em relação à demanda e ao ambiente de negócios nos próximos meses (Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 1,4 ponto em novembro, para 93,8, informou nesta quarta-feira, 25, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado interrompeu a sequência de seis meses de aumento do indicador, iniciada na passagem de abril (65,0) para maio (68,0).

O Índice de Expectativas (IE) cedeu 2,9 pontos, para 96,2, também interrompendo uma série de seis meses de expansão. O resultado deixou o indicador novamente abaixo do nível de fevereiro (99,0), último mês com menor influência da pandemia de covid-19 sobre a atividade. O componente de demanda prevista cedeu 2,3 pontos, para 96,8, e o indicador de tendência dos negócios recuou 3,5 pontos, para 95,5.

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O Índice de Situação Atual (ISA) ficou estável em 91,5 pontos, o primeiro resultado em cinco meses sem crescimento. O movimento foi puxado pela queda de 0,7 ponto do componente de carteira de contratos, para 89,5, por um lado; e pelo crescimento de 0,7 ponto do indicador de situação atual dos negócios, para 93,6, por outro.

“Após seis meses de alta contínua, a confiança dos empresários da construção recuou, refletindo uma piora das expectativas em relação à demanda e ao ambiente de negócios nos próximos meses”, afirma a coordenadora de Projetos de Construção da FGV Ibre, Ana Maria Castelo, em nota. “O movimento se deu nos três segmentos setoriais – Edificações, Infraestrutura e Serviços Especializados – indicando a insegurança com as incertezas elevadas do cenário geral.”

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da construção caiu 1,8 ponto porcentual, para 72,7%, também a primeira contração em seis meses. Nas aberturas, a utilização da capacidade de Máquinas e Equipamentos caiu 0,2 ponto porcentual, para 65,9%, e o índice de Mão de Obra cedeu 2,0 pontos porcentuais, para 73,9%.

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