Especial

Conectar é incluir

Crédito: Soberana Ziza

Tão importante quando conectar é incluir pessoas. É nesse esforço que a executiva Carolina Sierra, gerente de Cultura e Inclusão da operada Vivo, tem se dedicado. A empresa líder em telecom no País vem aprimorando suas práticas no campo da diversidade. A companhia promoveu ações e debates para discutir a representatividade negra e da cultura afro no País. Como marca tecnológica e comprometida com a diversidade, lançou o projeto Fábulas da Conexão, com quatro curtas-metragens que mostram histórias que unem a tecnologia com elementos inspirados no realismo fantástico e narrativas brasileiras. O case, inclusive, venceu o Youtube Works 2021 na categoria Visibility and Inclusion.

Internamente, junto ao Fábulas da Conexão, a Vivo fez um movimento de “letramento racial”, trazendo conhecimento e repertório sobre a causa para colaboradores e revisitando palavras e expressões que reforçam preconceitos. A empresa também discutiu com todos o colorismo, conceito relativamente novo e pouco compreendido em sua totalidade. Trata-se de um termo utilizado para anulação e diferenciação de pessoas da mesma raça, classificando-as do tom mais claro ao tom mais escuro de pele, dos traços mais aos menos negroides. Em uma sociedade segregadora, essas variações se tornam gradações de exclusão. “Nós também vemos na arte um meio importante para debater as questões étnico-raciais, combater a invisibilidade social e dar representatividade à cultura e a artistas negros”, disse Carolina Sierra.

Neste mês, a Vivo lançou a maior exposição digital de arte negra do País, o projeto Telas Pretas. Com curadoria da artista multimídia Igi Ayedun, a iniciativa reúne artistas negros para uma exposição com obras inéditas. As mais de 240 lojas da marca em todo o Brasil serão transformadas em galerias, promovendo visibilidade e reflexão sobre a representatividade negra na arte brasileira.

As obras foram produzidas exclusivamente para a exposição e traz os nomes Brasilandia.co, Rainha F, Gabriel Massan, Silvana Mendes, João Moxca e Manauara Clandestina. O projeto contempla uma pluralidade de perspectivas sobre a cultura afro-brasileira. Além das mais de 600 telas nas lojas da Vivo, as obras também ocuparão as redes sociais da marca e diversos espaços publicitários espalhados pelo País. Por fim, ainda estarão expostas na galeria de Arte HOA, fundada por Igi Ayedun e a primeira a ser dirigida por uma equipe 100% negra.

“A Vivo acredita que um ambiente mais aberto e diverso, onde as pessoas se sentem seguras para se expressarem de maneira genuína, também é um espaço de maior criatividade e colaboração”, afirmou Carolina. E para promover o desenvolvimento de carreira e aceleração o aumento de representatividade em cargos de liderança, desde 2021, o programa da Vivo de incentivo ao desenvolvimento, Explore Mais, oferece 50% de subsídio para todos os colaboradores negros em cursos de graduação, pós-graduação, idiomas e cursos de curta duração.

A empresa lançou, em parceria com o Instituto Modo Parités, um programa de desenvolvimento de carreira para 100 colaboradores negros, trabalhando com a descoberta das potencialidades de cada indivíduo, abordando aspectos pessoais e profissionais que podem apoiar nas oportunidades de desenvolvimento de suas carreiras. “Na nossa atual edição do programa de estágio, que está com as inscrições abertas, estamos ofertando 750 vagas, sendo 50% delas destinadas a estudantes negros.”

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