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Conass defende que redução do intervalo entre doses da Pfizer ocorra em setembro

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) disse nesta terça-feira, 27, que não foi consultado sobre a decisão do Ministério da Saúde de reduzir o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer/BioNTech, e defendeu que a mudança ocorra somente em setembro.

Nesta segunda-feira, 26, o órgão federal anunciou que encurtará de 12 semanas para 21 dias o intervalo entre as aplicações da vacina contra a covid-19 fabricadas pela Pfizer. A justificativa do ministério é a de que a maior regularidade nas entregas e o volume de milhões de doses esperadas para os próximos meses permite a antecipação o cronograma.

De acordo com a assessoria do Conass, no entanto, o ministério comunicou sua decisão à imprensa “sem ter pactuado” a medida com Estados e municípios. O próprio órgão dos secretários ficou sabendo da medida por meio dos veículos de imprensa.

O conselho argumenta que a redução do intervalo só deva ser feita após toda a população brasileira adulta tomar a primeira dose do imunizante contra a covid-19, o que deve acontecer somente em setembro. Embora o ministério não tenha anunciado ainda a data que a redução será adotada feita, a expectativa é que isso possa ocorrer ainda em agosto.



Questionado sobre a reclamação do Conass da falta de diálogo com os Estados e municípios sobre a medida, o Ministério da Saúde afirmou que analisa, “junto com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, o melhor momento para iniciar a redução do intervalo”. A pasta afirmou que “o ajuste não prejudicará a manutenção do ritmo acelerado de vacinação no País e acompanhará o cronograma de recebimento de doses para garantir que não haja atraso na aplicação dos imunizantes na população”.

Em nota conjunta do Conass, Ministério da Saúde e Conasems (Conselho dos Secretários Municipais da Saúde) divulgada na noite desta terça, os presidentes dos dois conselhos e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmam que a redução do intervalo entre as doses será analisada “após a distribuição da primeira dose para toda a população adulta (com 18 anos ou mais)”, baseada sempre “nas melhores evidências científicas, trazidas nas discussões da Câmara Técnica Assessora de Imunizações”.

A nota também diz que, a partir de agora, “a operacionalização da vacinação contra a covid-19 obedecerá, uma vez já cumprida a distribuição de ao menos uma dose para os grupos prioritários, a ordem por faixa etária decrescente”. De acordo com o documento, “após a conclusão do envio de doses para a população adulta, serão incluídos os adolescentes de 12 a 17 anos, com prioridade para aqueles com comorbidades”.

A decisão de reduzir o intervalo entre as doses da vacina tem como um dos principais objetivos conter o avanço da variante Delta do coronavírus. Pesquisa do laboratório francês Pasteur indica que a primeira dose da Pfizer tem uma proteção de apenas 10% contra a variante. Por outro lado, com as duas doses tomadas, a taxa sobe para 95%.

A bula do imunizante da farmacêutica americana já recomenda os 21 dias. O governo brasileiro optou por estender o prazo para que o maior número possível de pessoas recebesse a primeira dose.

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