Como uma cultura de propósito e resultado pode evitar o esgotamento dos times

Succo por Pixabay
O Brasil é o quinto país com maior agravamento da saúde mental, segundo pesquisa da Ipsos. Entre os brasileiros, 53% disseram que sua saúde mental piorou nos últimos 12 meses (Crédito:Succo/Pixabay)

Com tantas mudanças e incertezas, como não sentir cansaço ou ansiedade? Nunca se discutiu tanto sobre o cuidado com as equipes, recomendações para descanso e racionalização do número de reuniões, entre tantas medidas para conter a sensação generalizada de esgotamento, mais conhecida como burnout. A pandemia nos trouxe esse desafio adicional e vem mostrando o quanto uma cultura institucional consolidada e orientada à geração de resultados com propósito é essencial para lidarmos com tudo isso.

O Brasil é o quinto país com maior agravamento da saúde mental, segundo pesquisa da Ipsos. Entre os brasileiros, 53% disseram que sua saúde mental piorou nos últimos 12 meses. Estudo feito pela Harris para a Microsoft mostra que a maior sensação de esgotamento entre pessoas em trabalho remoto ocorre no Brasil, onde 44% dizem que a pandemia aumentou a exaustão.

Isso não apenas tem afetado a qualidade de vida no trabalho como também dificulta a criação de senso de propósito nas empresas. Nas últimas colunas, falamos sobre a importância de uma cultura de engajamento e propósito para os colaboradores e do quanto isso traz energia e sentido para o trabalho ao passo em que gera melhores resultados. Agora, falamos da proteção da qualidade de vida dos nossos colaboradores, da saúde mental de cada um dos que estão em suas casas, distantes e muitas vezes isolados. Cultura corporativa tornou-se elemento crítico, algo que temos todos que discutir e no que devemos atuar, independentemente da área ou departamento.

Como uma empresa pode combater este efeito e proteger seus colaboradores? Voltamos ao principal ativo que uma companhia pode criar, sua cultura. Uma cultura que gere propósito e seja verdadeiramente focada em resultado pode ser vital na proteção dos nossos times, atuando em quatro pilares principais:



Comunicação transparente e direta: culturas focadas em resultado e que geram propósito levam seus colaboradores a buscarem sempre feedbacks constantes, comunicação clara e autêntica. Este ambiente impede que os profissionais que estão em casa, distantes dos colegas, fazendo reuniões por vídeo, tenham dúvidas sobre seu desempenho, sobre sua capacidade de gerar impacto e atender as necessidades da empresa. Em culturas onde a comunicação é fluida esses temas são discutidos abertamente.

Empatia e apoio: nas companhias com cultura focada em resultado, os times estão preocupados com o impacto final e não com competições ou comparações. Nestes ambientes, as equipes sentem quando um colega não está bem ou não está conseguindo realizar suas entregas e a reação de ajudá-lo é imediata, não só pela solidariedade, mas para preservação do impacto final no time. Nestes momentos, um elo de empatia, amizade e auxílio cria o sentimento de pertencimento e propósito.

Liberdade para pedir ajuda: nessas empresas abertas, que consideram erros como parte do desenvolvimento dos times, cria-se naturalmente um ambiente de acolhimento para as pessoas dividirem suas falhas ou fraquezas sem receio de julgamento. Com isso, nossos colaboradores se permitem estar mal e pedir ajuda, e isso não apenas é aceitável como é esperado.

Líderes aspiracionais e engajadores: culturas com propósito e focadas em resultado atraem e retêm líderes aspiracionais, que entendem que somente vão conseguir capturar resultado por meio do investimento em pessoas. Por isso, tais lideranças sabem que precisam estar sempre engajando, motivando e desenvolvendo os times, com honestidade e transparência. Líderes assim fazem muito bem à mente, são os melhores estímulos.

Com base nesses pilares, temos mais força e condições para cuidar de nossos colaboradores, preservar resultados e manter um sentido que norteia e ajuda a seguir em frente com foco e bem-estar. Sem uma cultura de propósito e resultado, tudo se torna mais difícil e as equipes sentem isso na pele.

A pergunta que fica: o que você está fazendo pela cultura da sua empresa?

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Sobre o autor

Heverton Peixoto é CEO-Presidente da Wiz. Graduado em Engenharia Civil, com MBA em Corporate Finance no Insead, foi consultor da Mckinsey & Company de 2008 a 2013 em projetos estratégicos no mercado bancário e de seguros da América Latina.


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