Semanal

Como startups e empresas líderes podem compartilhar conhecimento e gerar benefícios mútuos?

Crédito: CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

O AgTech Garage, que se coloca como o maior hub de agronegócio da América Latina, anunciou nesta semana 13 startups selecionadas no Intensive Connection 2022, considerado o principal programa de inovação aberta no agro brasileiro (Crédito: CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil)



Nesta semana, o AgTech Garage selecionou 13 startups no Intesive Connection 2022. Não faz sentido as empresas apenas competirem entre si. Muitas vezes, uma depende de outra para que a cadeia funcione. Juntar expertise de diferentes empresas pode permitir que encontrem em conjunto soluções e melhorias para desafios que não conseguiam vencer sozinhas. Em geral, as startups têm habilidade nisso.

Uma espécie de laboratório com startups é uma forma de viabilizar essa interação de conhecimentos. Neste sentido, o AgTech Garage, que se coloca como o maior hub de agronegócio da América Latina, anunciou nesta semana 13 startups selecionadas no Intensive Connection 2022, considerado o principal programa de inovação aberta no agro brasileiro. Mais de 200 startups latino-americanas se inscreveram nesta edição.

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Em um termo que lembra às cooperações para troca de conhecimento entre países realizadas por divisões das Organizações das Nações Unidas (ONU), que historicamente têm gerado benefícios para os participantes, as 13 startups selecionadas vão integrar o que os organizadores definem como: “uma jornada de cooperação de alto nível”. Isso ao longo dos próximos sete meses.




As experiências serão com sete empresas participantes desta edição do evento, liderança em seus segmentos e com atuação no agronegócio. A Suzano (papel e celulose), em busca de soluções relacionadas à floresta 4.0, vai contar com as startups RD3 Digital e Oniria. A cooperativa de crédito Sicredi selecionou Vega e Busca Terra, startups com soluções relacionadas ao pequeno produtor e geração de créditos de carbono.

A empresa de fertilizantes OCP selecionou a Grão Direto e a Itajuca. “Acreditamos que, de fato, vamos entregar produtos e serviços que ajudem o produtor rural a produzir mais – de forma sustentável – e a se antecipar às tendências de mercado, elevando a sua rentabilidade. Além disso, as interações certamente irão trazer aprendizados para as áreas internas da OCP”, considera Ademir Bazzotti, diretor logístico da OCP no Brasil.

Para soluções de dados, a Ceva, de saúde animal, também vai contar com a Vega e com a eHorus. A Bunge, de agronegócios e alimentos, almejando otimizar seus processos com sustentabilidade, encontrou as startups Membran-i e Flowls. A Bayer, de saúde e nutrição, almejando rastreabilidade e integração de plataformas digitais escolheu Agtrace e Auravant. A companhia de máquinas John Deere passou a integrar o evento nesta edição com o tema “digitalização no campo, uma visão 360º da operação agrícola” e selecionou as startups Cromai e SciCrop.
“É motivo de imensa satisfação para nós o grau de comprometimento das companhias com o ecossistema de inovação e com a geração de valor para as startups”, aponta José Tomé, CEO do AgTech Garage. O programa visa a potencialização das startups, proporcionando mentorias e conexões, viabilizando escalabilidade.


Henrique Provenzzano, Coordenador de Programas de Inovação Aberta do AgTech Garage, também celebra a volta de eventos presenciais nesta edição. “É uma grande oportunidade estarmos presencialmente juntos de novo e um dos focos da conversa (no primeiro Innovation Talks) foi na gestão ainda mais colaborativa dos projetos do Intensive Connection, com os Innovation Partners compartilhando diferentes metodologias de gestão da inovação”, observou.