Como será o amanhã?

Como será o amanhã?

Estamos atravessando um momento extremamente delicado e complicado para o mundo e para o Brasil, abrangendo comunidades, empresas, famílias e indivíduos. As dificuldades de um quadro já complexo, devido às transformações no universo corporativo e ao conjunto de incertezas no macro cenário político-econômico, estão sendo agravadas exponencialmente pelo novo coronavírus. Ainda não conhecemos com precisão seu nível de letalidade, que varia de acordo com as características de cada localidade. Porém, já sabemos o quanto está aterrorizando a população e os mercados internacionais, fechando fronteiras, mobilizando governantes, impedindo o fluxo normal das atividades laborais e pessoais na vida cotidiana e impactando os negócios em praticamente todos os setores da economia.

Entretanto, não adianta ficar refém do medo, optar pelo muro das lamentações ou procurar bodes expiatórios. Temos que entender com maior profundidade a realidade que nos envolve e agirmos de forma inteligente, coletiva e articulada. É hora de nos mantermos bem informados e adotarmos uma série de precauções, mantendo os olhos bem abertos e os pés muito bem fincados no chão. Somente assim, a sociedade como um todo vai conseguir retomar seu fluxo natural.

Esse cenário crítico será superado e cada um de nós deve assumir sua parcela de responsabilidade para que isso aconteça no menor tempo possível. Desta forma, as grandes adversidades que enfrentamos não devem, em hipótese alguma, nos impedir de continuarmos sonhando com o futuro, tanto do País como das empresas, famílias e da nossa própria carreira.

Ao longo do último ano trabalhei com várias empresas, ajudando-as em importantes mudanças de rota, seja a busca por um novo modelo de negócio, o enxugamento organizacional, a reestruturação financeira, identificação de novos mercados e a capacitação de novos líderes, bem como no desenho de nova estratégia comercial ou na criação de innovation hubs, entre outras iniciativas.

Algumas dessas empresas ainda se defrontam com a crise que antecipávamos desde o último trimestre de 2014, outras já saíram dela, e existem também aquelas empenhadas em ações preventivas. Essas últimas procuram se reinventar para competir de forma mais assertiva e competente, na nova realidade desse mundo empresarial em reconfiguração constante. Tanto nesses trabalhos intensos de consultoria quanto em palestras e workshops que tenho ministrado para inúmeras empresas, um questionamento tem sido recorrente: como superar os desafios do novo ciclo?

De forma customizada para cada empresa, proponho sempre cinco direcionadores:

1- Reposicione a estratégia e os produtos/serviços da empresa;

2- Esteja mais próximo do que nunca dos seus clientes;

3- Mobilize de forma inspiradora sua equipe;

4- Reduza de forma inteligente seus custos, cuidando mais de fluxo de caixa e rentabilidade do que do faturamento;

5- Inove de forma constante, não apenas nos produtos, mas, também, na gestão de clientes, parceiros e pessoas.

Gostaria de aproveitar o momento para sugerir que você reflita sobre, pelo menos, três “deveres de casa” necessários para virar o jogo a seu favor:

  1. Posicione-se

Não pense apenas no seu cargo, mas nas soluções que você pode aportar. Ou seja, quais são seus diferenciais? Identifique as missões em que você pode ajudar sua empresa a superar desafios. Afinal, eventualmente, cargos são extintos, mas soluções serão bem vindas em qualquer ocasião. Sugiro sempre três vetores para gerar e capturar valor. Um deles é contribuir com o aumento de receitas da empresa (vendas, conquistas de clientes, recebíveis, nichos, imagem etc). O segundo envolve ajudar a reduzir despesas e custos. Já um outro caminho é apoiar a mitigação de riscos. Você conhece algum acionista que não gostaria de, neste momento, contar com pessoas que ajudam a aumentar receitas, reduzir custos e minimizar riscos?

2. Mobilize sua equipe

Esse movimento envolve alguns passos importantes. Inspire as pessoas da sua equipe e ofereça um significado para que todos atuem de forma mais propositiva. Além disso, crie comprometimento com os desafios da empresa e valorize as pessoas multifuncionais, capazes de executar várias tarefas em vez de apenas serem especializadas em tocar apenas um instrumento.

3. Cuide-se

Em momentos de crise, a autoliderança ganha contornos fundamentais. É preciso ter coerência entre o que você diz e o que faz, integridade total e gestão adequada da relação entre tempo e prioridades. Além disso, busque equilíbrio entre as diferentes dimensões da sua vida – saúde, família, amigos, cidadania e vida espiritual, pois todos esses fatores são importantes para que você possa trabalhar melhor e não apenas trabalhar mais.

O “remédio” que nos curará será amargo e cada um terá de tomar a sua dose. Então, seja você dono de uma empresa, executivo graduado, funcionário contratado ou alguém que trabalha por “conta própria”, vale a pena focar nos aspectos determinantes para o seu grau de sucesso neste novo ciclo repleto de desafios e incertezas.

É momento de assumirmos as rédeas do nosso destino e seguirmos em frente com foco, determinação e perseverança. Capriche e esteja preparado para desfrutar das oportunidades quando os novos ventos começarem a soprar. É preciso se transformar para ser um agente da transformação que sua empresa necessita!

 

* César Souza é o fundador e presidente do Grupo Empreenda, consultor e palestrante em Estratégia Empresarial, Desenvolvimento de Líderes e em hubs de inovação. Autor de “Seja o Líder que o Momento Exige”

 

 


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