Finanças

Como podcasts podem ajudar na educação financeira do brasileiro

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Fabrício Duarte, apresentador do MoneyPlay Podcast, programa de entrevistas de pessoas ligadas ao mundo das finanças: “Ter gente com conhecimento falando sobre educação financeira em várias plataformas dá a oportunidade a qualquer pessoa de ter acesso a informação de qualidade” (Crédito: Divulgação)

A última pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Podcasters (abPod) estima que 34,6 milhões de brasileiros sejam ouvintes de podcast, ou seja, quase 8% da população. E a tendência é esse número só aumentar, pois o Brasil lidera o ranking de países onde a produção de podcasts mais cresceu no ano passado, de acordo com o relatório “State of the Podcast Universe”, publicado pela Voxnet.

Os podcasts de economia e educação financeira são ouvidos por 21,3% da audiência brasileira total, também segundo a pesquisa da abPod. Em um país onde apenas 3% das pessoas investiram em ações na bolsa em 2020, de acordo com dados da B3, o interesse por programas sobre o tema é sempre muito bem-vindo.

Para Fabrício Duarte, apresentador do MoneyPlay Podcast, programa de entrevistas de pessoas ligadas ao mundo das finanças, conteúdos sobre finanças pessoais ou economia são uma excelente forma de tornar públicas informações que são fundamentais para todos. 

“Hoje, as pessoas estão conectadas e ter gente com conhecimento falando sobre educação financeira em várias plataformas é incrível, pois dá a oportunidade a qualquer pessoa de ter acesso a informação de qualidade, aprender, se preparar para tomar boas decisões e construir sua liberdade financeira”, afirma Duarte.

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Uma mão para finanças

Se levarmos em consideração que a maior parte dos ouvintes tem entre 25 e 34 anos (28% do total, segundo a abPode), idade em que as pessoas começam a trabalhar e a cuidar do seu próprio dinheiro, este tipo de conteúdo pode ajudar a mudar a realidade do brasileiro. 

Segundo o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB). criado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em conjunto com o Banco Central, quase a metade da população do país corre o risco de atingir uma situação financeira crítica: endividamento crônico ou falta de controle financeiro. E outros 10,1% encontram-se com o equilíbrio financeiro no limite, com pouco espaço para erro.

E, se consideramos que a segunda faixa etária que mais consome essa mídia tem entre 16 e 24 anos (24% do total), alcançar esse público com informações sobre como lidar com o dinheiro, que faltam na educação formal e em muitos lares brasileiros, o potencial deste tipo de conteúdo pode ser ainda mais benéfico para a economia como um todo. 

Com mais dinheiro no bolso, maiores as chances de investi-lo para multiplicar seu patrimônio. Na outra ponta, mais dinheiro no mercado financeiro significa mais investimentos para as empresas do mundo real crescerem, aumentando empregos gerados, renda per capita, consumo etc., fechando um círculo virtuoso.

Acessível

O aprendizado por meio dos podcasts tem algumas vantagens em relação à sala de aula. A primeira, é a linguagem. Geralmente o podcast é conduzido por meio de debates, entrevistas e rodas de conversa que fazem com que a informação chegue de forma mais “orgânica” para a audiência, tornando o aprendizado  descontraído e leve.

De acordo com a pesquisa Podcast – IBOPE para CMI Globo, divulgada no ano passado, entre os ouvintes do formato, 81% o consomem pelo menos uma vez na semana. 

O formato também ajuda no tempo em que o podcast consegue manter a atenção das pessoas. A mesma pesquisa apontou que 25% dos ouvintes consomem essa mídia por uma a duas horas por dia. E outros 24% passam mais de duas horas por dia ouvindo podcast.

Ajuda ainda o fato de o podcast atender às rotinas das pessoas, já que pode ser ouvido/visto durante a realização de outras atividades, como tarefas domésticas, no trânsito, navegando na internet, durante atividades físicas ou até mesmo durante cuidados pessoais. 

A pesquisa do IBOPE também levantou outro ponto importante: 66% das pessoas que consomem um podcast com frequência têm muito interesse pelo assunto, ou seja, é uma audiência muito engajada. E quem está comprometido, aprende mais e melhor.