Edição nº 1052 12.01 Ver ediçõs anteriores

Como o Magazine Luiza pretende enfrentar a Amazon?

Empresa prepara novos recursos para seu marketplace em 2018, como integração de loja física e online, venda de anúncios e um meio de pagamento próprio

Como o Magazine Luiza pretende enfrentar a Amazon?

Frederico Trajano, presidente do Magazine Luiza

A iminente expansão da operação brasileira da Amazon, que vai reforçar sua área de eletrônicos no Brasil, provocou reações por todas as partes.

Nesta terça-feira, o presidente da Magazine Luiza, Frederico Trajano, falou sobre a Amazon. Sem citar o nome da rival, ele disse que o ponto forte da operação varejista que dirige são os pontos físicos.

“O que para muito gente é um passivo, para nós é um ativo”, disse Fred, como ele é chamado, referindo-se as lojas do Magazine Luiza.

A declaração foi feita durante o BlastU, festival de tecnologia e empreendedorismo, que aconteceu em São Paulo, nos dias 15 e 16 de outubro. Fred participou de um debate nesta manhã.

Durante sua apresentação, Fred mostrou a estratégia digital do Magazine Luiza, reforçando que sua vantagem é a integração de loja online com loja física. “Pode parecer um contrassenso, mas meu modelo foi desenhado dessa forma.”

Referindo-se ao Prime, modelo de assinatura anual no qual o consumidor da Amazon ganha uma série de benefícios, inclusive frete grátis, Fred afirmou que hoje é possível receber um produto comprado no site, sem pagar frete, retirando-o numa loja física em até 48 horas.

Um dos trunfos do Magazine Luiza para enfrentar a Amazon é o seu marketplace, em que terceiros podem vender seus produtos pelo site da empresa.

No ano passado, o comércio eletrônico do Magazine Luiza vendia apenas 40 mil produtos. Com introdução de terceiros, esse número saltou para mais de 1 milhão. Atualmente, 500 parceiros participam do marketplace.

Durante a sua apresentação, um slide que passou sem ser notado pela maioria da audiência mostrava como deveria avançar o marketplace do Magazine.

A partir de 2018, segundo esse slide, o Magazine deve permitir a integração de seus parceiros de vendas com as lojas físicas. A rede varejista deverá vender anúncios, contará com um meio de pagamento próprio e poderá gerenciar o inventário de seus parceiros.

Questionado para detalhar essas informações, Fred não quis fazer comentários, alegando que estava em período de silêncio.

Atualmente, o comércio eletrônico já representa 30% da receita do Magazine Luiza, algo em torno de R$ 4 bilhões. Em suas contas, a Amazon deve faturar cerca de R$ 200 milhões neste ano no Brasil.

Fred também mostrou números robustos sobre a audiência do Magazine Luiza. Segundo ele, o aplicativo é acessado por sete milhões de pessoas mensalmente. O site, por sua vez, tem uma audiência mensal de 30 milhões. Aproximadamente 2 milhões de pessoas realizam uma compra no e-commerce da empresa todo mês.


Mais posts

Dotz chega à cidade de São Paulo no primeiro semestre de 2018

Segundo fontes de mercado, o programa de fidelidade está em negociações com Sonda, Hirota e Roldão, que devem ser os varejistas-âncoras [...]

PagSeguro: um novo unicórnio brasileiro a caminho

Se conseguir realizar o seu IPO nos Estados Unidos, a empresa brasileira do grupo de internet UOL conseguirá atingir um valor de [...]

O “mea culpa” de Mark Zuckerberg

Em post em sua página pessoal, o fundador do Facebook admite os erros da sua rede social e diz que sua meta é consertá-lo em 2018

Uber ou Didi Chuxing: qual vence a batalha dos aplicativos? Nenhuma das duas

Independentemente de qual empresa vingar, o fundo de investimento japonês Softbank conta com participações relevantes em ambas

Aplicativo 99 torna-se, oficialmente, primeiro unicórnio brasileiro

A chinesa Didi Chuxing, rival da Uber na China, assumiu o controle da 99, avaliando a startup brasileira em US$ 1 bilhão
Ver mais

Copyright © 2018 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicações Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.