Economia

Comissão reduz previsão de crescimento da Eurozona por tensão comercial com EUA

Comissão reduz previsão de crescimento da Eurozona por tensão comercial com EUA

Comissário de Assuntos Econômicos da UE, Pierre Moscovici, em 1º de julho de 2018, em Paris - POOL/AFP/Arquivos

A Comissão Europeia reduziu a previsão de crescimento para a Eurozona em 2018, apontando a tensão comercial com os Estados Unidos como um dos fatores que prejudicam a moderada recuperação da economia do euro.

Os 19 países da moeda única devem registrar no conjunto um crescimento de 2,1% do PIB em 2018, após um avanço de 2,4% no ano passado, de acordo com os números publicados pelo Executivo comunitário, que reduz em dois décimos as previsões divulgadas em maio.

“A leve revisão reflete o impacto na confiança das tensões comerciais e da incerteza política, assim como o aumento dos preços da energia”, explicou o comissário Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici.

A União Europeia (UE) aumentou em junho as tarifas de uma série de produtos americanos em resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar as exportações de aço e alumínio dos sócios do bloco.

Trump ameaçou impor novas tarifas aos veículos europeus, uma decisão que afetaria principalmente a Alemanha, a maior economia da zona do euro e uma potência do setor automotivo.

Bruxelas, que mantém a previsão de crescimento da Eurozona em 2% para 2019, adverte que “em caso de aumento das tensões, isto afetaria negativamente o comércio e o investimento, e reduziria o bem-estar em todos os países afetados”.

A Comissão Europeia reduziu em quase meio ponto a previsão de crescimento da Alemanha para 2018 (2,3% em maio para 1,9%) e em dois décimos a projeção para 2019, que agora está em 1,9%.

Para o conjunto dos 28 países da UE, a Comissão reduziu a previsão de crescimento este ano de 2,3% para 2,1%. A estimativa para 2019 permanece em 2%.

A Comissão Europeia aumentou levemente a previsão de inflação na zona do euro a 1,7% para 2018 (+0,2% na comparação com maio) e para 2019 (+0,1%).