Dinheiro na Semana

Comércio varejista registra pior semestre desde 2016, com queda de 3,1% nas vendas

Crédito: Ananda Migliano

Ainda que com alta de 8% no mês de junho frente a maio, as vendas do comércio varejista no Brasil registraram queda de 3,1% nos primeiros seis meses do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, pior cenário desde o segundo semestre de 2016 (-5,6%), em um claro reflexo do isolamento social e do fechamento das lojas a partir da segunda quinzena de março, por conta da pandemia da Covid-19. Os dados foram divulgados na quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda recorde também foi apontada quando levado em conta o resultado do segundo trimestre do ano. O desempenho negativo foi de 7,7% frente ao período anterior, primeira queda desde o primeiro trimestre de 2017. O resultado positivo de junho, segundo mês consecutivo, já que maio alcançou crescimento de 14,4% frente ao mês anterior, trazem, porém, uma sinalização de melhora efetiva após o início da retomada gradual das empresas. Das oito atividades pesquisadas em junho, só o setor de artigos farmacêuticos e perfumaria fechou em queda, com 2,7% a menos que maio.

Indústria de alimentos cresce na pandemia

Na quarta-feira (12), a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) divulgou dados positivos para o setor. No primeiro semestre deste ano, a indústria brasileira de alimentos e bebidas registrou crescimento de 0,8% em faturamento e de 2,7% em produção, em relação ao mesmo período de 2019. Outro número revelado pela pesquisa: o setor gerou 10,3 mil vagas de empregos com carteira assinada no período, alta de 0,6% sobre o ano passado. Segundo a Abia, entre os fatores que contribuíram para esses resultados, os mais relevantes foram a expansão das exportações e o desempenho do varejo alimentar no mercado interno. No comércio exterior, o grande destaque foi a China. No primeiro semestre, as vendas de alimentos industrializados para o gigante asiático somaram US$ 3,5 bilhões, alta de 95,6% em relação a igual período do ano passado. “Na pandemia, enquanto muitos países reduziram as suas exportações, o Brasil continuou fornecendo alimentos para o mundo”, disse Grazielle Parenti, presidente
do Conselho Diretor da Abia. Confira outros números do estudo, considerando os primeiros seis meses de 2020:

Exportação de café tem alta de 51%

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Agosto começou muito bem para o agronegócio brasileiro. Especialmente, para o café verde. Na primeira semana deste mês, as exportações do grão chegaram a 64,8 mil toneladas (1,08 milhão de sacas de 60kg), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do governo federal. Com isso, a média diária de embarques do produto, considerando os cinco primeiros dias úteis do mês, registrou um salto de quase 51% em relação ao mesmo período de 2019, passando de 8,6 mil toneladas para 13 mil toneladas. A estimativa de produtores e empresários do setor é de que os números seguirão melhorando nas próximas semanas. E o milho também apresentou bons resultados neste início de mês, chegando a 2 milhões de toneladas exportadas e média diária de 408,5 mil toneladas, alta de quase 23% em relação ao mesmo período de 2019 (333 mil toneladas).

Mercado Livre se torna a companhia mais valiosa da América Latina

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A América Latina tem uma nova empresa no topo do ranking das mais valiosas. O Mercado Livre acaba de ultrapassar a Vale, ex-líder na região. Avaliada em US$ 60,6 bilhões, a companhia de e-commerce superou a mineradora, cujo valor de mercado é de US$ 59,3 bilhões. Elaborado pela Economatica, o estudo apontou que, das cinco empresas mais valiosas da América Latina, três são brasileiras (ver gráfico). Recentes ações do Mercado Livre foram fundamentais para o seu fortalecimento. Uma delas é a integração com o PayPal dos serviços de pagamentos no Brasil e no México.

O novo sistema entrará em operação ainda este mês, permitindo que clientes de ambos os países efetuem pagamentos com PayPal no e-commerce que aceitam o Mercado Pago, plataforma do Mercado Livre. Outra parceria internacional permite o recebimento de remessas de fora do Brasil, por meio do Xoom, serviço de transferências de recursos do PayPal, nas contas digitais do Mercado Pago. Com tudo isso, os especialistas apostam que a companhia ainda vai ganhar muito mais força.

Azul lança nova empresa regional

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Na terça-feira (11), num evento realizado em Jundiaí (SP), a Azul anunciou a criação da sua nova subsidiária para o mercado de voos regionais. Batizada de Azul Conecta, a empresa nasce com o objetivo de ampliar a cobertura da Azul no Brasil, podendo alcançar 200 cidades. A Conecta é resultado da aquisição da TwoFlex, concluída pela Azul há três meses, por R$ 123 milhões, e é formada por 17 aviões modelo Cessna Gran Caravan, com capacidade para nove passageiros. “Com essas aeronaves, vamos transformar o Brasil mais uma vez. Vamos chegar a 200 destinos. Todo mundo está triste com o que esta acontecendo no mundo, mas isso vai acabar. Temos de olhar para a frente”, disse o presidente da Azul, John Rodgerson.

Trump ameaça retaliar Brasil por etanol

Jim Watson

Parece que Donald Trump não está dando muita bola a toda paixão e idolatria que Bolsonaro já demonstrou ter por ele. Na segunda-feira (10), o presidente dos Estados Unidos disse estar pensando em impor tarifas a produtos brasileiros, caso o País não reduza as tarifas impostas ao etanol importado dos americanos. A frase literal de Trump foi: “No que diz respeito ao Brasil, se eles impõem tarifas, nós temos de ter uma equalização de tarifas. Muitos países têm nos cobrado tarifas e nós não cobramos deles. Isso é reciprocidade. Podem esperar algo sobre isso muito em breve”. Hoje, o etanol que o Brasil compra dos EUA tem isenção para importação até 750 milhões de litros. O que passa disso, paga tarifa de 20%. Esse formato vale até o final deste mês, quando o governo brasileiro decidirá se muda ou mantém o benefício aos americanos. Segundo maior parceiro comercial do Brasil – atrás apenas da China –, os EUA são os maiores exportadores de etanol para o País. Nos primeiros quatro meses deste ano, o Brasil comprou 741,6 milhões de litros do produto, dos quais 663,7 milhões (89,5%) vieram dos EUA.

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