Agronegócio

Comercialização de soja e milho segue lenta no spot, apesar de preços firmes

São Paulo, 30/10 – A escassez de grãos no spot da soja impede comercialização de grandes volumes nas praças produtoras do País. Nas vendas futuras, a situação não é muito diferente, já que produtor agora está focado no plantio da safra nova, por causa da chegada das chuvas. Com o milho, resta pouco grão nos silos dos Estados onde só se planta a safra de verão e, no caso daqueles que colhem safrinha, os preços mais altos estimulam acordos, embora pontuais, já que boa parte da colheita também já está vendida.

Em Campo Verde (MT), com produtores focados no plantio e tendo comercializado a maior parte da produção de 2019/20 e volumes consideráveis da safra futura, não há interesse no momento em fechar novos acordos. As indicações de compra no spot oscilaram entre R$ 175 e R$ 176/saca FOB ao longo da semana, mas apenas um negócio foi reportado, na terça-feira, com embarque imediato e pagamento em 5 de novembro, conforme o corretor Vitor Minella, da Meneghetti Corretora de Cereais.

Para a soja da safra 2020/21, compradores ofereciam de R$ 127 a R$ 128/saca nesta sexta-feira e durante a semana, para retirada na propriedade em fevereiro e pagamento em março do ano que vem, ou embarque e pagamento em março. Vendedores estão ausentes do mercado. “Tivemos uma boa chuva aqui na região, ontem e hoje. No geral o plantio está ocorrendo dentro das expectativas, teve o atraso, sim, mas agora produtor está plantando, avançou bastante”, contou o agente. Não foram reportados negócios envolvendo a soja futura nesta semana. Para a soja 2021/22, as indicações de compra hoje estavam em R$ 113,50/saca, para retirada e pagamento em março de 2022, ante R$ 112,50 no dia anterior. Também neste caso não saíram acordos na semana, conforme Minella.

Os preços da soja na região dos Campos Gerais, no Paraná, são praticamente nominais, já que quase não há mais grão guardado nos silos. Nesta sexta-feira, novamente, não houve notícia de acordo, mas indicação de compra era de R$ 160 CIF por saca colocada em Ponta Grossa com entrega imediata e pagamento no começo de dezembro. O corretor Adriano dos Santos, da SafraSul Corretora, de Ponta Grossa (PR), comenta que grandes compradores estão bem abastecidos e alguns trouxeram soja do Paraguai. “Com isso deu uma desacelerada na alta de preços pedidos pelos produtores”, disse. “Além disso, a queda da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) também deu uma segurada”, disse. De todo modo, ele comenta que se vendedor “vier com oferta firme” comprador vai avaliar.

Quanto à soja futura, que está sendo semeada agora, produtor está bem vendido e vai pouco ao mercado para antecipar mais vendas. “A turma está mais preocupada agora em plantar; tem chovido bem nesses últimos dias, mas parece que em algumas regiões do norte do Paraná ainda não é suficiente”, comenta Santos.

A indicação para compra nesta sexta-feira era de R$ 138 CIF por saca colocada em fábrica em Ponta Grossa, com entrega em abril e pagamento em maio de 2021, valor R$ 2/saca acima em relação a ontem. “O dólar alto e a recuperação de Chicago fez o preço subir novamente”, diz o corretor da SafraSul. De todo modo, não foram registrados acordos nesta sexta-feira, nem preço de produtor.

As negociações com milho na região dos Campos Gerais, no Paraná, seguem travadas no spot, em razão da baixa disponibilidade do grão da safra 2019/20. “Aqui não tem mais milho”, confirma Santos, da SafraSul. Desta forma, os preços seguem praticamente nominais, a R$ 80/saca FOB com retirada imediata e pagamento em 15 a 20 dias. Grandes compradores, porém, como tradings, propõem R$ 70 a R$ 75/saca CIF fábrica em Ponta Grossa, com entrega imediata e pagamento em novembro, “mas é só indicação”, diz o corretor.

Ele comentou que durante a semana viu acordos sendo feitos a R$ 77/saca CIF fábrica no norte do Estado, valor que ficou estável durante a semana. “Na semana passada rodou bastante negócio no norte do Paraná a R$ 76”, acrescenta. De todo modo, vendedor está ofertando pouco e comprador também não lançou mão do milho importado após a isenção das tarifas do grão trazido de fora do Mercosul, relata o corretor.

Em relação ao milho futuro, da safra de verão 2020/21, a indicação nos Campos Gerais era de R$ 71/saca FOB com retirada em fevereiro e pagamento em março de 2021 e, no Porto de Paranaguá, de R$ 75/saca, nos mesmos prazos, sem registro de acordos ou sinalização de vendedor.

O mercado de milho está um pouco mais aquecido em Campo Verde, segundo o corretor. No spot, rodaram cerca de 10 mil toneladas na semana, na quarta, quinta e sexta-feira. Na quarta, os negócios, voltados à exportação, foram travados a R$ 70,50/saca FOB, para retirada em novembro e pagamento em janeiro. Na quinta-feira e hoje, os acordos foram feitos com cooperativas de Mato Grosso a R$ 71,50/saca FOB, para retirada e pagamento entre 5 e 15 de novembro.

“Vendedor negocia porque está chegando o fim do ano e tem de esvaziar o silo para abrir espaço para a soja, ou para fazer algum caixa, aproveitando os preços do milho. Até meados de dezembro devemos ver mais negócios com milho”, disse o corretor. Minella comentou que usinas de etanol ainda não retornaram ao mercado local para buscar volumes, diferentemente do reportado em outras praças do Estado.

Já em relação à segunda safra de 2021, a comercialização antecipada está parada. Compradores propunham na faixa de R$ 48/saca FOB nesta sexta-feira, com embarque em julho e pagamento em agosto de 2021, ante R$ 49 na quinta-feira. Em dias anteriores da semana, saíram cerca de 5 mil toneladas para exportação por R$ 50,30/saca, conforme Minella.

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