Semanal

Com gasolina e etanol a preços recordes, Nissan acelera estudos de tecnologia a célula de combustível

Crédito: Divulgação - Nissan

Nissan: fabricante japonesa e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), ligado à USP, vão apresentar nesta segunda-feira (14) uma nova tecnologia para abastecimento de veículos: a célula de etanol (Crédito: Divulgação - Nissan)

Encher o tanque com gasolina, diesel ou etanol nunca esteve tão pesado. Puxado pela disparada do petróleo e da cotação do dólar, os combustíveis se tornaram artigos de luxo em um cenário de economia em apuros, inflação em alta e renda estrangulada. Mas há esperança no horizonte. A Nissan e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), ligado à USP, vão apresentar nesta segunda-feira (14) a renovação de um acordo para estudos de uma nova tecnologia para abastecimento de veículos: motor elétrico a a célula de etanol. A tecnologia, basicamente, reduz o tamanho e o peso dos transformadores internos do carro, viabilizando a utilização em veículos leves. A vantagem é que os carros a célula de etanol não precisam de tomada para carregar a bateria e poderão ser reabastecidos em qualquer posto do Brasil.

Os estudos começaram em 2016 pela Nissan do Brasil e já foram realizados testes com um protótipo. As pesquisas devem ser concluídas em 2025. “Podemos lançar um pouco antes, um pouco depois. Vai depender de como vão evoluir os estudos”, afirmou Ricardo Abe, gerente de engenharia da Nissan. Assim como os carros 100% elétricos, os que serão movidos a células de etanol terão zero emissão de poluentes, já que a lavoura de cana-de-açúcar captura o CO2. “Essa tecnologia tem potencial de colocar o mercado brasileiro em um novo patamar”. afirmou à DINHEIRO o CEO da Nissan para o Mercosul,  Airton Cousseau. “A Nissan é a montadora que está mais perto disso, a mais avançada nos estudos dessa inovação”, afirmou.

Para seguir com as pesquisas e viabilizar o novo combustível, o executivo descarta qualquer incentivo tributário ou fiscal. Cousseau é assumidamente contrário a incentivos do governo, como os antigos Inovar-Auto e o Rota 2030. “Sou contra incentivos fiscais porque esse negócio não funciona. A gente só precisa ter condições de competir e uma carga tributária coerente”, afirmou Cousseau, que nos últimos 30 anos trabalhou na China, México e Estados Unidos.
Um combustível mais eficiente e, por consequência, mais leve no bolso do consumidor, chega em boa hora. De acordo com o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), os preços médios da gasolina e do etanol voltaram a avançar em maio, em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado,o etanol avançou 50,40% nos últimos 12 meses e foi encontrado a R$ 4,822. Já a gasolina está 44,77% mais cara, e foi comercializada nos postos a R$ 5,798.

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