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Com Abilio Diniz, ações da BRF não saem do lugar

Com Abilio Diniz, ações da BRF não saem do lugar

Quando o empresário Abilio Diniz foi escolhido presidente do Conselho de Administração da BRF, em 9 de abril de 2013, as ações da gigante brasileira da alimentos fecharam cotadas a R$ 42,10.

Nesta sexta-feira 24, quando foi anunciado o primeiro prejuízo anual da história da companhia que é a fusão da Sadia com a Perdigão, os papeis estão sendo vendidos na casa dos R$ 40.

Três anos e nove meses depois, as ações da BRF não saíram do lugar. É claro que, com a dinâmica do mercado de capitais, elas já atingiram cotações muito maiores.

Em 4 de setembro de 2015, elas fecharam o pregão cotadas a R$ 69,60. O valor de mercado da BRF, na época, chegou a mais de R$ 60 bilhões, o que a colocou entre as 10 maiores empresas de capital aberto do Brasil.

Na sessão de ontem, o valor de mercado da BRF era de R$ 32,4 bilhões, uma queda de quase 50% em comparação a sua cotação recorde.

Neste ano, os papeis acumulam queda de 15,9%, segundo a consultoria Economatica. No mesmo período, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, sobe 12%.

Na teleconferência de resultados, nesta sexta-feira, o próprio Abilio Diniz reconheceu que era preciso reestruturar a gestão da BRF.

Diniz afirmou que formará um grupo com os empresários Walter Fontana Filho, Eduardo D`Ávila e Zeca Magalhães, que deverá corrigir os erros cometidos na empresa, com um prazo de 90 dias de trabalho.

“Esse time vai se reunir uma vez por semana. Pretendemos atuar corrigido os erros que cometemos. Essa companhia é incrível, mas está faltando ajustes”, disse o empresário citando também a “conjuntura extremamente adversa em 2016”.

Diniz é um gestor com experiência comprovada. Quando assumiu a BRF, ele fez declarações polêmicas, dizendo que a gestão da companhia estava torta, criando mal-estar com os antigos gestores da empresa.

Sob o seu comando, a BRF foi virada de ponta cabeça e apostou no mercado externo, até por conta das limitações impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aprovar a fusão.

Em entrevista ao blog BASTIDORES DAS EMPRESAS, Pedro Faria, CEO escolhido por Diniz, falou do processo de globalização da BRF.

Faria citou que, quando ingressou na BRF, em novembro de 2013, a companhia contava com nove fábricas no exterior, sendo sete na Argentina, uma no Reino Unido e uma na Holanda. Hoje, são 19 unidades espalhadas pelo mundo.

Agora, com resultados ruins, a BRF deve ser virada de ponta cabeça mais uma vez.


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