Economia

Colt deixa de fabricar fuzis AR-15 para civis nos EUA

Colt deixa de fabricar fuzis AR-15 para civis nos EUA

Um AR-15 em uma loja de Utah, em 17 de junho de 2019 - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos

A legendária fabricante americana de armas Colt anunciou que parou de fabricar fuzis de assalto AR-15 para o público geral, porque o mercado está saturado, sem mencionar a frequente participação dessas armas em assassinatos.

“Nos últimos anos, o mercado de fuzis esportivos modernos experimentou um significativo excesso em sua capacidade de fabricação”, disse nesta quinta o presidente e diretor-executivo da empresa, Dennis Veilleux, em um comunicado.

Por esta razão, “achamos que há um fornecimento suficiente de fuzis esportivos modernos”, acrescentou, detalhando que a empresa continuará fabricando fuzis de assalto para o exército e a polícia, bem como seus famosos revólveres e pistolas 1911 para civis.

Em nenhuma parte da declaração Veilleux menciona o uso de armas como o AR-15 em grandes ataques a tiros. Pelo contrário, insiste no “apoio” de sua empresa “à Segunda Emenda” da Constituição americana, que garante o acesso às armas.

A Colt foi a primeira fabricante a comercializar um fuzil semiautomático derivado do M-16 do exército americano: o AR-15. Seu nome se tornou um apelido genérico para este tipo de fuzil, muito utilizado nos Estados Unidos por caçadores e entusiastas das armas.

Mas os AR-15 também protagonizaram grandes ataques a tiros, como o de 2012 na escola primária Sandy Hook em Connecticut (26 mortos, entre eles 20 crianças) e o de 2018 na de Parkland, da Flórida (17 mortos).