Finanças

Cobre opera em alta, recuperando-se após queda forte de ontem

O contrato futuro do cobre opera com ganhos na manhã desta quinta-feira em um sinal de recuperação, após recuar com mais força na quarta-feira, quando os temores com o comércio entre a China e os Estados Unidos reduziram o apetite por risco.

O contrato do metal para três meses subia 0,9%, a US$ 6.192 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 10h01, o cobre para setembro avançava 1,13%, a US$ 2,7745 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os mercados acionários passam por uma recuperação, que começou nas bolsas asiáticas, depois de sofrer forte pressão no dia anterior, após a Casa Branca ter anunciado que vai avaliar novas tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. A China ameaçou igualar as tarifas dos EUA com suas próprias contramedidas.

Nas notícias do setor corporativo, a Freeport-McMoRan Inc. e o governo indonésio fecharam um “acordo inicial” nesta quinta-feira para a mina de cobre de propriedade conjunta em Grasberg, para avançar para a propriedade estatal. A estatal PT Indonesia Asahan Aluminium (Inalum) receberá uma participação de 51%, elevando a participação do estado de cerca de 9%. A Grasberg tem os maiores depósitos de ouro do mundo e a segunda maior mina de cobre.

O acordo mostra que uma das maiores fontes de incerteza do mercado de cobre nos últimos anos deu um passo para sua conclusão com o acordo trazendo “um aumento na segurança da oferta de concentrado de cobre no mercado mundial”, disseram analistas do Commerzbank em nota.

Da mesma forma, a BHP Billiton entregou uma proposta para um novo contrato de trabalho para o sindicato em sua mina na Chilena Escondida – a maior do mundo – que inclui salários indexados à inflação e um bônus de US$ 23 mil para cada trabalhador.

A greve de 44 dias que apoiou os preços do cobre no ano passado pesou sobre o humor dos investidores nos últimos meses, com alguns participantes do mercado usando as negociações como um ponto-chave no início de 2018 para os preços mais altos do cobre. As negociações foram mais suaves do que o esperado.

Além disso, os investidores seguem monitorando as negociações e qualquer outra notícia sobre o comércio entre Washington e Pequim.

Entre os metais básicos, o zinco subia 0,43%, para US$ 2.575, o estanho avançava 0,7%, para US$ 19.490, e o níquel ganhava 2,76%, para US$ 14.330, com todos os preços para uma tonelada métrica. O alumínio caiu 0,02%, para US$ 2.060 a tonelada métrica, enquanto o chumbo recuou 2,56%, para US$ 2.147,50. Fonte: Dow Jones Newswires.

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