Finanças

Cobre avança, de olho no dólar e após produção industrial da zona do euro

O cobre opera em alta na manhã desta quinta-feira, beneficiado pelo recuo do dólar desde a tarde de ontem, quando foi divulgada a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A moeda americana, porém, dá nesta manhã sinais de uma recuperação modesta, o que pode mais adiante pressionar os contratos do metal.

O cobre para três meses subia 0,32%, a US$ 6.835 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 7h15 (de Brasília). Às 7h30, o cobre para dezembro tinha alta de 0,42%, a US$ 3,1085 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

A ata do Fed mostrou que “muitos” dirigentes ainda esperam uma elevação de juros em 2017, mas “vários” se mostram preocupados com a inflação fraca e com a possibilidade de que isso não seja apenas temporário, o que propicia uma abordagem mais gradual, afirma o Commerzbank em nota nesta manhã. Analista da Fastmarkets.com, William Adams também aponta que a ata do Fed de fato contribui para pressionar o dólar.

Um sinal positivo da economia da zona do euro pode ter beneficiado o cobre. A produção industrial da região cresceu 1,4% em agosto ante o mês anterior e superou a previsão de alta de 0,5% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,45%, a US$ 3.235 a tonelada, o alumínio tinha alta de 0,14%, a US$ 2.138 a tonelada, o estanho avançava 0,05%, a US$ 20.810 a tonelada, o níquel subia 0,63%, a US$ 11.250 a tonelada, e o chumbo ganhava 0,25%, a US$ 2.514 a tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires.

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