Clima esquenta, Ebitda esfria

Clima esquenta, Ebitda esfria

As mudanças climáticas, com elevação da temperatura em todo o planeta, trarão impactos nas cadeias produtivas de todos os setores econômicos. Para quantificar os riscos e as oportunidades das empresas de proteínas em um cenário de 2°C de aquecimento global até 2050, a Fairr Initiative, rede de investidores institucionais com US$ 20 trilhões sob gestão, criou uma ferramenta de risco climático, a Coller Fairr Climate Risk. Cinco gigantes de alimentos (BRF, JBS, Maple Leaf, Minerva e Tyson Foods), que juntas têm valor de mercado superior a US$ 50 bilhões, foram submetidos à ferramenta de análise. O resultado: os prováveis impactos das mudanças climáticas e o rápido crescimento de proteínas alternativas podem levar perdas bilionárias a empresas que ainda não apostam em alternativas à proteína animal. Os riscos incluem alta da mortalidade de rebanhos devido a estresse térmico, rações mais caras devido ao baixo rendimento das plantações e aumento do custo da eletricidade devido ao preço do carbono. Não entram no pacote mudanças comportamentais dos consumidores, outro fator que pode mudar radicalmente esse mercado. No cenário desenhado, as gigantes brasileiras JBS e BRF poderão ter quedas no Ebitda de 45% e 30%, respectivamente, caso não melhorem a participação de mercado em proteínas alternativas nem reduzam a exposição à carne bovina e de aves. Na contramão das brasileiras, a canadense Maple Leaf poderia ver o Ebitda crescer 77% em um caminho progressivo climático, em virtude de seus significativos investimentos em proteínas alternativas e sem exposição à carne bovina. Hoje, a Maple Leaf é o único produtor de carne que divulga detalhes sobre as vendas de proteínas vegetais. A Coller Fairr Climate Risk também prevê que proteínas alternativas, como hambúrgueres à base de plantas, abocanharão pelo menos 16% do mercado atual de carne.

(Nota publicada na edição 1164 da Revista Dinheiro)

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