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Cinco reflexões sobre gestão de pessoas

Crédito: Gerd Altmann/Pixabay

“Ainda não inventaram nada melhor do que o binômio clientes + pessoas para turbinar uma empresa. Tecnologia é o meio, o veículo. Resultados serão a consequência natural, e não o driver da gestão eficaz desse binômio clientes + pessoas, combinado com o uso inteligente da tecnologia.”

Com essas palavras provocadoras iniciei minha breve apresentação para os fundadores de oito startups investidas pela BR Angels, durante a sessão Smart Talento & Gente, com a presença de cerca de 40 associados do grupo.

De fato, a gestão de pessoas e clientes é um dos maiores desafios das lideranças na atualidade. No final do dia, se trata de assumir o protagonismo na gestão de gente. Afinal, sempre afirmo que “cliente também é gente” e isso também vale para as relações B2B, pois, atrás de um CNPJ, também bate um coração. Nesse sentido, já tendo conseguido despertar a atenção do público, fui além e destaquei cinco outros pontos relevantes para a reflexão dos líderes empresariais. Listo a seguir essas provocações adicionais:

  1. Considere o piloto tão importante quanto o veículo – Tanto em uma corrida de cavalos quanto no mundo dos negócios, o jóquei ou amazona é tão importante quanto o cavalo. Ou seja, não apostamos apenas no cavalo (negócio). Cravamos o palpite, principalmente, baseados na nossa percepção sobre os empreendedores, não apenas sobre o business. Utilizo aqui também a metáfora da Fórmula 1. Imagine uma escuderia com dois carros iguais, que tenha como seus dois pilotos concorrentes o Lewis Hamilton e o Nikita Mazepin. Com todo o respeito a ambos, em qual deles você apostaria?
  2. Reflita mais sobre o perfil do que sobre o cargo – Ao escolher uma pessoa para trabalhar em sua startup, não julgue apenas o aspecto técnico do currículo. Valorize a pessoa, o ser humano. Por isso, seguindo inspiradora dica de Monica Herrero, conselheira da Stefanini Brasil, antes de descrever o cargo, o chamado job description, pense no perfil da pessoa que deseja contratar.
  3. Conheça detalhes reveladores sobre o candidato – Quando participo de um processo seletivo, sempre faço três “perguntas inconvenientes” aos candidatos. Qual o maior erro que você já cometeu? Quais os líderes que você mais admira? O que você faz além de trabalhar e estudar. Afinal, um hobby diz muito sobre a pessoa.
  4. Busque pessoas alinhadas à cultura da empresa – Costumo dizer que cultura é o ativo (ou pode ser o passivo) que não aparece no balanço das empresas. A identificação com os valores e propósito da empresa desperta no profissional um sentimento de pertencimento. Dessa forma, mesmo nas dificuldades para execução das tarefas, a motivação do funcionário será decisiva para superar desafios e continuar gerando valor para o negócio.
  5. Avalie aspectos intangíveis do candidato – Deixei a cereja do bolo por último. Partindo da premissa de que gestão das pessoas deve estar no centro das organizações, as lideranças precisam compreender os gatilhos que estão por trás do comportamento dos indivíduos. Assim, tenha em mente os drivers que movem os membros da sua equipe, tais como:

– Realizações: mais importante do que os anos de experiência passados nas empresas anteriores são as realizações relevantes. Qual o legado que o candidato tem deixado ao longo da sua trajetória?

– Comprometimento: o candidato estará fechado com o propósito e resultados desejados pela empresa?

– Inovação: é evidente a atitude para questionar e propor soluções para os desafios e buscar novos caminhos?

– Vocação: o DNA dessa pessoa tem liga com seu negócio?

– Integração: a pessoa é sinérgica, construtora de pontes ou é individualista, construtora de paredes?

– Orientação: O candidato se orienta pelas rotinas e atividades do dia a dia ou atua movido pelo senso de resultados desejados pelo negócio?

Vou concluir com uma provocação. Sabemos das enormes diferenças existentes entre o perfil das pessoas bem sucedidas em organizações tradicionais e daquelas despontando em startups. Porém, será que as dicas acima são úteis apenas para startups ou podem também servir de exemplos para empresas em outros estágios de desenvolvimento?

César Souza é cofundador e presidente do Grupo Empreenda, consultor e palestrante em Estratégia, Liderança, Clientividade e Inovação. Autor de “Seja o Líder que o Momento Exige” (Best Business 2018) é também coautor do recém-lançado “Descubra o Craque que Há em Você” (Buzz,2020)

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