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Cientistas pedem para melhorar a detecção de asteroides

Crédito: Reprodução/NASA

Atualmente, a comunidade internacional localizou cerca de 26 mil asteroides, embora apenas mil tenham alguma probabilidade de impacto. (Crédito: Reprodução/NASA)

Embora pareça improvável que um grande asteroide atinja a Terra nos próximos 100 anos, os especialistas dizem que é preciso melhorar os sistemas de detecção precoce, pois quanto mais tempo levar para localizar o perigo, mais difícil será desviá-lo.

“Minha principal preocupação é que as pessoas entendam que os impactos de asteroides podem acontecer em um curto espaço de tempo”, avisa Tim Spahr, um astrônomo da International Asteroid Warning Network.

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Apesar de lançar uma mensagem de “calma” pelo quão “atípicos” são os impactos dos grandes asteroides, Spahr lembra que, com a tecnologia atual, sua trajetória só poderia ser desviada se fosse detectada entre 5 e 10 anos antes do impacto.

“Precisamos aumentar o nível de detecção para estarmos alertas a qualquer risco potencial em escalas de tempo com uma margem de ação de mais de 10 anos”, diz ele.

Essa preocupação foi debatida em uma Conferência de Defesa Planetária que a Agência Espacial da ONU, com sede em Viena, acaba de realizar eletronicamente.

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A reunião simulou a detecção, seis meses antes do impacto de um asteroide fictício de 100 metros de largura que, se colidisse com a Terra, causaria cerca de 6 milhões de mortes na Europa Central.

“É impossível um sistema de prevenção total”, explica o astrônomo, que revela que o objetivo é aumentar a detecção de asteroides e agilizar o rastreamento de suas órbitas para determinar seu tamanho e local de impacto.

Um caso oposto à simulação é o Apophis, um asteroide real de 340 metros de largura que, até março do ano passado, temia-se que pudesse colidir com a Terra em 2068.

Na época de sua descoberta, em 2004, foi calculada a probabilidade de 10% de que impactaria em 2029, mas posteriormente foi especificado que nessa data passaria a 31.000 quilômetros da Terra.

Em fevereiro passado, o asteroide passou perto o suficiente de nosso planeta para fazer novos cálculos de órbita.

Conforme explicou Luca Conversi, diretor do Centro de Coordenação NEO da ESA, a Agência Espacial Europeia, agora se sabe que não haverá perigo quando se aproximar da Terra novamente em 2068.

Os chamados NEOs (Near Earth Objects, na sigla em inglês) são asteroides que podem se aproximar a menos de 50 milhões de quilômetros da Terra, um terço da distância entre nosso planeta e o sol.

Atualmente, a comunidade internacional localizou cerca de 26.000 desses objetos, embora apenas mil tenham alguma probabilidade de impacto.

Especialistas descartam a colisão de um grande asteroide, como aquele que exterminou os dinossauros, pelo menos nos próximos 100 anos.

Nas “listas de risco” da ESA e da NASA, está o JF1 2009, um asteroide com cerca de 13 metros que vai passar perto da Terra em 2022.

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