Sustentabilidade

Cientistas desenvolvem plástico que pode ser infinitamente reciclado

O novo plástico abre mão de muitos químicos em sua composição, sendo necessário apenas um ácido para que ele volta a sua forma original e possa ser usado novamente

Cientistas desenvolvem plástico que pode ser infinitamente reciclado

Centro de reciclagem de garrafas de plástico La Sylvia, em Barva, na província de Heredia, na Costa Rica, em 20 de junho de 2018 - AFP

Um dos principais problemas ambientais hoje, o plástico é tido como um dos vilões do meio ambiente, e cada vez mais países e cidades criam restrições para o uso da itens feitos do material. Buscando soluções para o problema, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley realizaram um estudo em que desenvolveram um plástico que pode ser infinitamente reciclado.



O cerne da questão está na composição molecular do produto. O material é feito de polímeros, grandes moléculas compostas de monômeros. O ponto levantado pelos pesquisadores é o método tradicional para criar plásticos é adicionar químicos que grudam os monômeros. Na reciclagem a retirada destes produtos é difícil, fazendo com que os plásticos reciclados tenham sejam uma mistura não pura de diversos materiais, criando um produto não durável.

Para contornar o problema, pesquisadores criaram o “polydiketoenamine”, ou PDK, um plástico onde é necessário adicionar apenas ácido para retirar os químicos que grudam os monômeros. Com o método, o plástico reciclado volta a ter praticamente a mesma composição de sua “fase inicial”. O intuito dos cientistas é que o novo material seja usado em bens mais duráveis, como sapatos e capinhas de celular. No momento o PDK só é usado em laboratórios.

A ideia é que o nov produto crie uma cadeia circular do material, onde o descarte se torne cada vez mais raro, promovendo a reutilização do material.“É um momento para começarmos a pensar em como criar tanto materiais como locais de reciclagem que permitam plásticos circulares”, afirmou Brett Helms, pesquisador do Berkeley Lab’s Molecular Foundry, em comunicado.

O próximo passo para os pesquisadores é desenvolver propriedades térmicas e mecânicas para o plástico PDK, para que ele possa ser usado em aplicações têxteis, em impresões 3D e espumas. Outro ponto é aumentar as maneiras de formular o novo material, para que possa ser feito com itens plant-based e de outras fontes sustentáveis.

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