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Cientistas criam a primeira forma de vida sintética imune a vírus

Crédito: Reprodução/Unsplash

Essa 'revolução' poderia ter benefícios em biotecnologia e medicina, ao ser capaz de criar novos medicamentos, como antibióticos (Crédito: Reprodução/Unsplash)

O que aconteceria se fosse criada uma forma de vida imune a qualquer tipo de vírus ou bactéria? Cientistas de Cambridge deram um passo gigantesco na carreira da pesquisa biológica: ao manipular o código genético de um micróbio, eles criaram uma célula sintética capaz de bloquear qualquer tipo de doença, segundo o portal de ciência e tecnologia Agency ID.

Isso representa um avanço sem precedentes na biologia. Já se sabia como manipular o DNA, mas agora é a primeira vez que o comportamento das células pode ser modificado para criar diferentes formas de vida.



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O diretor da pesquisa, Jason Chin – diretor do projeto e, também, do Laboratório do Conselho de Pesquisa Médica de Biologia Molecular-, afirmou que se trata de uma “revolução”: “Essas bactérias podem ser modificadas para transformá-las em ‘fábricas’ de produção de novas moléculas com novas propriedades”. Ele ressalta que isso poderia ter “benefícios em biotecnologia e medicina, ao ser capaz de criar novos medicamentos, como antibióticos”, de acordo com o Financial Times.

Além disso, Chin explica que se um vírus “entrar nos depósitos de bactérias que são usadas para fazer certos medicamentos, pode destruir todo o lote”. No entanto, “nossas células modificadas podem reverter essa situação sendo completamente resistentes aos vírus”.

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O estudo foi concluído após a criação de uma versão da bactéria E. Coli comum do zero, usando produtos químicos de laboratório. Os pesquisadores reescreveram o código genético da bactéria Syn61, alterando não apenas seu DNA, mas toda a “maquinaria celular” que transforma os genes em produtos bioquímicos. Assim, foi possível criar um organismo como a E. Coli, mas com propriedades adicionais.