Negócios

Cientista de dados: a profissão do presente

Profissionais de várias áreas buscam, na pós-graduação, um meio para desvendar o Big Data e se diferenciar no mercado de trabalho

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Multidisciplinar: cursos agrupam executivos e profissionais técnicos para simular o ambiente das empresas (Crédito: Divulgação)

Mídias sociais, sensores de voz, rastreadores de localização. Vivemos em uma sociedade em que preferências, opiniões e até intenções são minuciosamente seguidas e analisadas. Essa montanha de informação forma o Big Data. A partir desses bancos de dados, muitas empresas já mapeiam o movimento dos consumidores para basear a sua estratégia de atuação. “Observamos uma corrida das companhias para entender e organizar essas informações. As empresas que trabalham melhor os dados são mais competitivas”, diz Marco Aurélio Pacheco, coordenador do Business Intelligence (BI) Master da PUC/RJ.

José Kugler, professor da FGV: “Líderes buscam compreender a dinânica das operações para comandar as suas equipes” (Crédito:Antonio Augusto)

Nesse contexto, profissionais de todas as áreas se dedicam a aprender ou melhorar a capacidade de lidar com o Big Data. A atividade de Cientista de Dados já é considerada uma profissão. Mais que isso, foi apontada no Fórum Econômico Mundial de Davos como uma das carreiras mais relevantes para o mercado até 2020. Como o Brasil ainda não conta com uma graduação específica que contemple essa formação, programas de pós-graduação suprem a demanda e se traduzem em uma opção para aqueles que não contam com o conhecimento básico de programação. “Nos últimos dois anos, as empresas aumentaram de forma exponencial a procura por profissionais que saibam lidar com programas de análise dos dados. Isso é uma tendência “, diz Luiz Wever, presidente da empresa de recrutamento de executivos Odgers Berndston Brasil.

Marco Aurélio Pacheco, da PUC: as empresas que trabalham melhor os dados são mais competitivas (Crédito:Divulgação)

Não por acaso, o MBA em Business Analytics e Big Data da Fundação Getúlio Vargas (FGV) tem dez turmas formadas em São Paulo e Brasília. Com foco multidisciplinar, o curso recebe profissionas de todas as áreas. “Líderes buscam compreender a operação, enquanto os profissionais de perfil técnico se dedicam ao aprendizado de operação dos programas”, diz José Luiz Kugler, coordenador do curso da FGV. Muito antes dessa demanda, a PUC do Rio de Janeiro já vislumbrou a importância do treinamento voltado para os dados.

Em 2007, a faculdade lançou o primeiro MBA dedicado ao tema, o Business Intelligence (BI) Master, que foi sendo aperfeiçoado ao longo da última década. “Há dez anos, as ferramentas eram simples, voltadas apenas à visualização das informações. Hoje, os modelos comprimem e separam os dados, e por isso são mais sofisticados”, diz Pacheco, coordenador do curso da PUC. A busca por englobar essa formação às habilidades profissionais se estende por todas as áreas de conhecimento – desde publicidade até medicina. Cada um assimila e se envolve com o conteúdo das aulas de acordo com o seu perfil e a demanda da organização a que presta serviço.


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