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Cidades de São Paulo têm Dia D de vacinação contra o sarampo

Aqueles que ainda não se imunizaram contra o sarampo têm mais uma oportunidade para regularizar a carteira de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em diversas cidades do estado de São Paulo. Ocorre hoje (20) mais uma edição do Dia D de vacinação contra o sarampo em 15 cidades: na capital e em 14 municípios da região metropolitana.

Na capital paulista, além das UBS, a vacina está disponível em postos montados em universidades, terminais de ônibus, estações de trem, metrô, shopping centers, praças e parques com o objetivo de facilitar o acesso às doses e melhorar a cobertura.

Na cidade de São Paulo, a campanha começou em 10 de junho e vacinou 150,6 mil pessoas. A meta é vacinar 2,9 milhões de pessoas na faixa etária indicada, de 15 a 29 anos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, embora representem aproximadamente 20% da população paulista, esses jovens respondem por cerca de metade dos casos do estado.

Em 11 de julho, a campanha teve início em Guarulhos, Osasco, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. Por causa da circulação do vírus, a Secretaria Estadual de Saúde estendeu as ações para nove municípios da região metropolitana de São Paulo: Barueri, Carapicuíba, Diadema, Mairiporã, Mauá, Santana de Parnaíba, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Taboão da Serra.

Segundo balanço mais recente, divulgado ontem (19), foram confirmados 484 casos de sarampo no estado de São Paulo em 2019. Desse total, 75% estão na capital, com 363 ocorrências. Em seguida está Santos com 23 registros. O balanço anterior, de 16 de julho, indicava 384 casos no estado – 70% na cidade de São Paulo.

Conforme os dados mais recentes, foram registrados 36 casos em crianças com menos de 12 meses, o que equivale a 17,5% do total. Esse público tem a vacinação prevista no Programa Nacional de Imunizações (PNI), o qual prevê administração da tríplice viral com 1 ano e um reforço aos 15 meses com a tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela).

O sarampo é uma doença que pode evoluir para complicações e levar à morte. Sua notificação é obrigatória e imediata. Em todos os casos suspeitos identificados, a vigilância epidemiológica desencadeia ações de bloqueio vacinal para interromper a transmissão.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, o bloqueio é feito em todos os locais frequentados pela pessoa suspeita de ter contraído o vírus, como vizinhança da residência, locais de trabalho, de estudo e espaços onde o paciente transitou no período de transmissão.

Desde o surgimento dos primeiros casos, em março de 2019, foram realizadas 843 ações de bloqueio vacinal com aplicação de 32.732 vacinas em ações seletivas na capital paulista.

Surto pelo mundo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde novembro do ano passado, o vírus tem circulado com maior intensidade em países como Madagascar, Ucrânia, Filipinas, Índia, Nigéria, Cazaquistão, Venezuela, Iêmen e Myanmar e no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Na capital paulista, as três primeiras ocorrências confirmadas foram importadas, sendo uma da Noruega, uma de Israel e outra de um navio vindo de Malta.

“É importante que as pessoas entendam que, além de segura, a vacina é a única forma de prevenir a doença”, alertou a Coordenadora de Vigilância em Saúde da cidade de São Paulo, Solange Saboia.

A faixa etária dos 19 aos 29 anos é considerada mais vulnerável a infecções por causa da menor procura pela segunda dose da vacina, por isso a imunização é destinada a esse público, que não precisa a presentar a carteira vacinal para tomar a dose.

Profissionais de saúde das redes pública e privada também devem estar imunizados, considerando a possibilidade de contato com pessoas infectadas. Já as gestantes e imunodeprimidos, como pessoas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes oncológicos, não devem tomar a vacina.